No seguimento de Angst, Henry, Retrato de Um Assassino enquadra-se no mesmo género. Um grande protagonista e violência desmedida com um toque independente. O filme é muito frio, e os assassínios são vistos como uma necessidade de violência sem medidas. Vai ainda de forma mais extrema ao conceito de ultra-violência de Kubrick. As três personagens são soberbas, Henry que matou a mãe com 14 anos, uma ex-dançarina exótica que volta para viver com o irmão, que por sua vez é um ex-presidiário chamado Otis, que aloja um amigo, o tal Henry, que tem um gosto por matar pessoas. Boa pessoa, porque até acaba a defendê-la da pressão psicológica do irmão, mas ao mesmo tempo tem a ideia de a matar. Faz parte do serviço. O prazer doentio de Henry, brilhantemente interpretado por Michael Rooker e baseado num serial killer real culmina numa cena fantástica, em que Henry e Otis matam o empregado da loja de televisões. De John MacNaughton.

Comments (3)

On 21 de novembro de 2009 às 15:56 , aconstantrefrain disse...

olha acho que vou ver este, a ver se ponho nos downloads amanhã.

 
On 22 de novembro de 2009 às 01:34 , Anagrama Orgânico disse...

Vais amar a cena da televisão. O tipo está mesmo a merecer levar com ela pelos cornos adentro!

 
On 23 de novembro de 2009 às 00:20 , Victor Afonso disse...

É um filme espantoso, sem dúvida. lembro-me bem dele quando saí do cinema depois de o ver. A irracionalidade da violência sem moral nem motivação aparente.
A cena da agressão da televisão na cabeça foi filmada ao contrário.