Bem rodeado de actores secundários no regresso em Gran Torino, Clint Eastwood volta a ser o típico herói/anti-herói Norte-Americano, desta vez um veterano de guerra desajustado num bairro que, após a morte da mulher, o deixa sozinho com imigrantes. A interpretação é majestosa, e o filme é um cruzamento fantástico entre filme de autor e mainstream, apelando a ambos, com fluência.
O desenvolver das expressões faciais de Clint sempre que o filho lhe tenta ficar com algo, o monólogo em frente ao espelho quando se apercebe que tem mais em comum com os vizinhos orientais do que com a família, a fricção com o padre, e o final, são momentos de cinema brilhantes, que vale a pena ver e rever.
A questão por trás, e o modo como acaba, a perpetuar a morte como salvação, e a volta que dá, é atraente.

Comments (2)

On 4 de maio de 2009 às 01:05 , LiMpA_ViAs disse...

Um verdadeiro senhor do cinema. Entre actor e realizador, começa a ficar dificil dizer em que papel se distingue mais.

 
On 8 de maio de 2009 às 10:48 , vanessa disse...

e nao é que ainda nao fui ver?
bahhh ando a falhar ;)