Documentário do ano passado sobre o piloto Ayrton Senna, o que ele representava para os competidores e para os espectadores, desde a chegada à F1 e a maneira como cimentou a sua posição, até às lutas com Prost e a FIA. A personalidade do Brasileiro e o seu grande coração são depois entrecortadas com as dúvidas após a morte de outro piloto, culminando com as tocantes imagens finais do funeral do próprio Senna.

A primeira vez que vi Forrest Gump foi já há muitos anos, por isso ainda não tinha posto aqui, o que fica colmatado agora que o revi. Um rapaz pouco inteligente mas com um grande coração vai-se desenrascando na escola, no exército, na vida. Algumas coisas correm bem, outras correm mal, mas a vida continua. O talento de Tom Hanks sobressai num filme familiar bastante bom.
Como curiosidade, a minha cadeia de restaurantes favorita é baseada neste filme.

O filme de hora e meia mostra o método de Picasso a pintar, seguindo o espectador cada linha que ele desenha. El Misterio - Picasso tem alguns diálogos, mas centra-se na técnica do pintor Espanhol.

Realizado por Steven Spielberg em 1973, American Graffiti dá um olhar sobre a cultura adolescente da década anterior, musica, drive-ins, carros, azar nas raparigas e ambição.

Um professor é contratado para trabalhar numa escola com alunos mudos, e apesar de os incentivos, há alguns que não querem ser ajudados, como uma que quer apenas limpar a escola. Como seria de esperar, enquanto inspira os alunos envolve-se com ela. O actor do principal papel de Children Of A Lesser God (1986) é notável, ao tentar extrair o melhor dela e esquecer o orgulho para aprender ele também.

The Man Who Fell To Earth, David Bowie, é bastante complexo e puxa em várias direcções, percebo que seja fascinante para algumas pessoas, mas por mim, não fez nada.

A famosa história passada em Georgestown, 1973, The Exorcist é um filme que pode ser analisado pelo seu impacto no público. A maneira como as mães do meu bairro se dividiram na opinião de se devíamos ver o filme ou não foi o suficiente para saber que por não devermos ver, eu tinha de ir vê-lo.
Uma rapariga que vive com a mãe, ignorada pelo pai, procura entreter-se e é diagnosticada como depressiva. Ao mesmo tempo, um pai com crises de fé vê a mãe ser internada. As mudanças de personalidade são atribuídas a problemas no cérebro, mas como se sabe, a moça está possuída. No geral o filme está bem montado e pelo desenvolver lento da história e o escurecer do ambiente, é certamente um dos melhores filmes de horror, com interpretações muito competentes.

Supostos terroristas em Inglaterra vão para o Paquistão para se treinarem, mas nem assim conseguem ter ideias boas. Em casa não se conseguem organizar nem decidir os objectivos, e com uma premissa tão simples, Four Lions, Inglaterra, 2010, é hilariante, devido ao excelente nível das piadas.

Funny Games, sendo a versão Americana cena por cena igual ao original, bastante bom.

Através de animações em plasticina, Jan Svankmajer deu uma roupagem a Faust em 1994, mas a falta de diálogos tornam o filme indigesto, até que eles surgem e não fazem qualquer sentido. Há humor no meio de invocações e marionetas, mas é não é de fácil compreensão.

Baseado o livro de Armitage Trail, o Scarface original remonta a 1932, realizado por Howard Hawks. É um filme de gangsters, intitulado uma denuncia contra os foras-da-lei, dizendo que todos casos retratados no filme são reais.

Do Espanhol de Daniel Mónzon, Cell 211 passa-se numa prisão onde se dá uma revolta, e um membro visitante da policia fica lá preso. Os reclusos tomam controlo de tudo e dá-se a habitual negociação. As personagens são curiosas, até pelas variantes de haver Bascos, mas há um infiltrado que traz mudanças e essa dinâmica no grupo é curiosa. Filme interessante.

Uma série de mini-filmes tal como Paris Je T'aime, New York I Love You é bastante divertido e variado, convergindo diferentes emoções acerca do amor.

Severance é um filme Inglês que retrata a maneira como os media lidam com um crime que se repete. Uma empresa que vende armas envia uma equipa à Húngria. Vão passar um fim de semana a uma casa para entrosarem como equipa, mas é um filme de terror, que acaba por se tornar monótono.

Um rapaz tem uma marca em forma de coração na cara e por isso tem dificuldades em estar com as pessoas, mas apesar de haver outro jovem que o quer ajudar, em Heartless, algures entre o fantástico e o real, os pesadelos e o que supostamente ele vive têm forma num filme Inglês que dificilmente ficará para a história.

Baseado numa história real, Le Concert foi realizado pelo Romeno Radu Mihăileanu, onde uma orquestra clandestina ocupa o lugar do Bólshoi num compromisso em Paris. Não sei o que existe de verdadeiro, mas em termos cinematográficos, é assombroso, a intensidade de Tchaikovsky transporta o filme para lugares etéreos. A construção dos personagens é muito bem feita, pelas ligações que se estabelecem entre eles, e os momentos de humor são deliciosos, principalmente na personagem do manager. Bastante recomendável.

Apocalypse - The Second World War é um documentário de 2008, bastante bom, que me foi recomendado, só com imagens da Segunda Guerra Mundial, com a duração de 6 episódios de 45 minutos cada. Todas as filmagens são feitas por pessoas que participaram na guerra, que foram totalmente coloridas, por isso é uma visão diferente e mais realista.

Uma prequela, que retrata o início dos heróis da Marvel desde que são crianças, X-Men First Class parece uma colagem forçada de várias histórias. Mistura-se um conflito nuclear e um pouco de realismo histórico, e não sendo um admirador de filmes de super-heróis, acho que acaba por faltar fantasia, coisas super num filme mediano.

Books Do Furnish A Room é um interessante livro com diversas casas particulares e a forma como os livros são usados de modo decorativo, compondo as salas e outras divisórias das casas.

O original The Hills Have Eyes de 1977 é um clássico do terror Americano, realizado por Wes Craven. Uma família tem uma avaria no carro perto de uma zona militar reservada, tendo por isso de passar a noite no deserto, com todas as criaturas que lá estão à solta.

Acho que para desmitificar o que é essa expressão Japonesa, o melhor mesmo é lerem Wabi-Sabi For Artists, Designers, Poets and Philosophers, uma espécie de homenagem à ordem natural, à apreciação do que o mundo contém, em oposição a tudo o que o modernismo representa. Curioso.

Top Gun, de 1986, celebrizou Tom Cruise numa escola de pilotos de caças. Uma história de amor, bastante entediante.

Tal como o nome indica, 1000 Ideas For Graffiti and Street Art resume-se a inspiração visual ao longo de trezentas páginas, sobre a forma de tags, graffitis e stencils, oriundos de todo o mundo e expostos nas ruas das suas cidades.

Exagerado como só os anos 80 souberam ser, Airplane! é humor barato, nada de especial.

Art In The City - London tem primeiro uma lista de artistas representados na cidade, e depois uma colecção das galerias de arte contemporânea da cidade Inglesa, ao longo de 200 páginas.

Filme sobre a banda pós-hardcore de Washington DC Fugazi, Instrument tem filmagens ao vivo e diferentes entrevistas onde são explicadas as ideias e motivações por trás da banda.

Tal como o nome indica, é uma Antologia Poética de algumas pessoas com passado ou presente em Viseu. No processo de submissões, parece ter havido alguma dificuldade em passar a mensagem, pois alguns dos textos foram encarados como artigos de montra, enquanto que outros foram homenagens à cidade. A primeira metade do livro é bastante decente, e depois tem outro segmento bastante interessante, mas a diferença de qualidade é notória. Ainda assim, vale a pena dar uma olhada. Eu tenho um poema incluído, e por isso, se alguém quiser uma cópia, é só pedir-me.

Já agora, está um artigo meu na revista On Sk8 do último trimestre de 2011 também.

Com cerca de uma hora de duração, The Jeff Koons Show foi realizado por Alison Chernick em 2004. As motivações e práticas da sua arte são relatadas pelos amigos e pelo próprio, que é também narrador. A maneira como controlou o mercado, e a ambição desse controlo, os processos de produção, e a influência de Duchamp e Picasso, os únicos que ele vê como gigantes, são alguns dos temas discutidos, bem como as suas criações a partir do que já existe, num mundo pós-Warhol.

Da autoria de Adam Curtis, The Century Of The Self é um premiado documentário sobre Edward Bernays, o sobrinho de Freud, e a importância dele no século XX, na maneira em como pegou nas ideias de Freud, e possibilitou as corporações de controlar as massas, ao criar desejos mais egoístas e consumistas, para os satisfazer. É uma análise mesmo muito completa, com cerca de quatro horas de duração, onde vemos como a psicologia das massas nos controla e como foi definida. Os sentimentos reprimidos do nosso passado animal, que através dos sonhos e livre-associação de ideias são revelados são associados a mensagens de guerra. Como propaganda era uma palavra usada pelos Nazis, para a livrar de conotações negativas, usaram outras, pois se podia usar propaganda para guerra, também tinha de servir a paz. Entre os feitos de Bernays, ele quis por mulheres a fumar para transformar isso em lucros, ligando o acto de fumar à luta pelos direitos das mulheres. O mesmo com os homens e carros particulares, entre outros exemplos retirados da nossa sociedade.

Sendo um fanático das bandas desenhadas de Hergé, e por até apreciar as versões animadas para a televisão das histórias, era com alguma ansiedade que esperava há alguns anos pela adaptação de Steven Spielberg e Peter Jackson d'As Aventuras de Tintin ao cinema. O que mais tinha medo, a parte visual, não desaponta. As cores de Hergé não são replicadas nesta versão, mas as substitutas são agradáveis e é criado um universo que, em 3D, tem imagens magníficas. Quanto ao argumento, a base sabia-se que é O Segredo do Licorne, nem de perto nem de longe a melhor história de Tintin, mas se as adições de pormenores de outras histórias são bem-vindas, as alterações ao enredo original custam-me a compreender. Não que seja adverso a mudanças, mas porquê fazê-lo?
A título de exemplo, será que Nestor seria visto da mesma forma ao longo dos anos, se não soubéssemos da introdução dele a Tintin e Haddock, que no filme foi suprimida e a sua posição alterada? Porque surge Rackam, o Terrível, com uma venda? Porque aparece Castafiore (a cantar bem), e não o Professor Girassol? Respondendo a esta pergunta, é óbvio que o próximo filme vai ter como base O Tesouro de Rackam, o Terrível, dada a cena final, e por isso ter Girassol como uma personagem central. Mas podia ser acrescentado.
Por fim, é impossível não notar em duas influências claras dos videojogos em cenas que foram acrescentadas. Na parte de Marrocos, Assassin's Creed, e na parte do porto, GTA IV. Não sendo um falhanço, pois o filme tem pormenores magníficos, as aventuras de Tintin no cinema provavelmente sofreram alterações necessárias para o grande público ficar agarrado à história, mas o problema deve ser meu, que não sou adepto de mudanças e amo os livros de Hergé. Dando crédito a quem merece, a sequência de apresentação é possivelmente a melhor do cinema.

Paris nas primeiras décadas do século passado ficou marcada pela mescla da vida cultural Europeia, observada pela visão de intelectuais e artistas Americanos, que se misturaram com a fauna existente. Não sendo um detractor da fase que Woody Allen estende a alguns anos, há algo de desnecessário nesta homenagem aos escritores e artistas que ali habitavam. Midnight In Paris tem Owen Wilson a fazer de Woody Allen, sendo bem sucedido, enquanto é levado pela noite de Paris e pelos seus sonhos de confraternizar com personagens históricas. Para uma geração da idade de Allen, é uma revisitação a lugares e ideias de outros tempos em que já se recordavam essas décadas, mas do ponto de vista de analisar o filme pelo que é, acaba por parecer uma fantasia algo disparatada (como muitos dos filmes anteriores do realizador), e bastante ensimesmada, pois se era para usar todas as possibilidades de espaço e tempo, sem cair na ficção científica, era possível levar todos os cenários a festas mais espalhafatosas. Ainda assim, um filme decente.

Um daqueles romances feel-good, Larry Crowne tem Tom Hanks como um homem que desempregado, decide voltar à escola, onde Julia Roberts o conhece e ensina. Escusado será dizer o que se sucede, pois à medida que Crowne desenvolve as suas capacidades, também a sua relação com a professora melhora. Divertem-se, o filme acaba, e regressamos todos às nossas vidas, como antes.

Daniel Craig, Rachel Weisz e Naomi Watts sãs as personagens principais de um filme que aparentemente foi todo refeito na montagem pelos produtores, ao ponto de o realizador pedir que o seu nome não fosse associado ao filme. É um filme de terror sobre o vazio de New England, onde um editor passa a ficar em casa para criar o lar perfeito, descobrindo que a casa tem um passado horrendo, onde uma mãe e filhos foram mortos. A vizinha parece ser a única ligação entre essa história e a realidade, sofrendo a sua visão um revés que já foi explorado noutros filmes, mas que até tem um efeito interessante.

De J. J. Abrams, a esta altura já se sabe que Super 8 é uma homenagem ao produtor-executivo do filme, Spielberg. Parte Goonies, parte Parque Jurássico, os desempenhos das crianças que crescem em 1979 são bastante bons, tal como os efeitos que controlam o ambiente e mistura a ilusão das descobertas da realidade, com a fantasia que um filme de monstros requere. É entretenimento, e a validade do filme esgota-se mal se sai da sala de cinema, mas esse sempre foi o objectivo deste tipo de cinema.

O primeiro filme em estéreo no cinema, Fantasia foi produzido em 1940 pela Disney. Bach e Tchaykovsky são alguns dos compositores interpretados pela Orquestra de Filadélfia. É um concerto com direito a intermissões para comentários do compositor e crítico Deems Taylor, para depois retomar a qualidade dos assaltos visuais e musicais com o carimbo da Disney. A certo momento as imagens tomam conta do ecrã para não mais se ver a orquestra, sendo uma experiência notável.