Já está no site dos editores a menção ao livro da Supreme, com preço de capa de $50.
No Amazon está o pre-order por £20.

A candidata (eterna a partir de agora?) Sarah Palin dedica o seu novo livro a'os patriotas - que amam os EUA tanto como eu'.
Não vou dizer quão ridículo é o patriotismo Americano. Nem que ela era presidente (e ainda moradora) de uma cidade com 9,000 pessoas (possivelmente o equivalente a poucas ruas do meu bairro), mas posso sempre dizer que o Alaska, apesar de maior que o Texas, Califórnia e Montana juntos, continua a estar numa posição geográfica que tem pouco de "patriota." É que para além da fronteira com o Canadá e os pinguins do Árctico, está mais próximo da Rússia do que dos Estados Unidos.


Um cão velho é atropelado por uma actriz, e sendo demasiado velho para outra pessoa o adoptar, depois do veterinário cuidar dele, a própria fica com ele, o que vem a provar-se útil. Assim começa White Dog, de Sam Fuller, do ano de 1982.
Fica um cão de ataque e começa um drama enfadonho sobre o que o cão é capaz de fazer ou não, do que se pode evitar ou maneiras de prevenir um ataque dele. Não é a história mais excitante de sempre, seguramente. Nem todos temos a excitação do treinador negro que "esteve quase a extrair o mal do interior do cão branco, ao penetrar-lhe na mente, mas por duas vezes falhou."
Depois de matar um negro numa igreja, o cão branco transforma-se então numa experiência para um treinador negro tirar o racismo de dentro de todos os cães brancos. Fascinante. E depois do treinador "conquistar o amor" do cão, para este não procurar um "novo inimigo negro que ainda não o tenha alimentado," abatem o cão a tiro. E poupem-me dos deslizes da "crueza realista para a sugestão simbólica" porque isto é péssimo.

Igualmente mau, exceptuando a banda sonora, mas ainda mais idolatrado é Gato Preto, Gato Branco de Emir Kusturica, ou Crna mačka, beli mačor se quiserem ser Europeístas. Eu nem estou de mau humor (como nunca estou), mas esta sessão de cães e gatos foi mesmo péssima.

O que estava em questão para os Dez de Hollywood não era serem comunistas e escondê-lo, pois eram todos lutadores pela democracia, mas o medo de serem investigados por toda a gente e a vontade de lutar contra o autoritarismo e que lhes fazia uma pergunta a que eles não precisavam de responder. Era um direito civil e pagaram com um ano na prisão por esse episódio triste. É um curto filme publicitário a mostrar a injustiça que se passou e a dar a resposta para o público, na era do Macartismo, conhecida como a caça às bruxas.
Os Dez de Hollywood eram: os realizadores Herbert Biberman e Edward Dmytryk, o produtor Adrian Scott e os argumentistas Lester Cole, Albert Maltz, Samuel Ornitz,, Dalton Trumbo, Ring Lardner Jr., John Howard Lawson e Alvah Bessie.

The September Issue é um documentário que segue os editores da Vogue Americana na preparação para a a maior edição de Setembro de sempre, em 2007. É um bocado lamentável a obediência cega ao que é apenas o gosto pessoal de Anna Wintour, principalmente por parte dos criadores, tão admirados por outras pessoas, mas que se sacrificam 'a opinião de uma pessoa apenas pelo negócio.
No geral, o documentário é filmado de uma maneira pouco apelativa, tendo demasiadas cenas com Grace e muito pouco da produção da revista, e não há nada relativo à produção dos fatos, maquilhagens, textos ou qualquer outra coisa que faça realmente a revista, trata-se tudo do culto de personalidade. No entanto, é curioso ter acesso a este mundo, ainda que se fique com a impressão que foi quase tudo vedado.

The Science of Sleep é a história dos sonhos que Stephane (muito bom Gael García Bernal) produz durante a noite e que tenta realizar na sua Stephane TV. O mundo de fantasia associado aos problemas amorosos reais que ele enfrenta fazem uma combinação engraçada, que ele despacha sempre com alegria, tentando ser lógico quando os que o rodeiam são fantasistas. Não há-de figurar em nenhuma lista de filmes favoritos, mas serve bem o propósito.

Um ano antes de Paths of Glory, em 1956, um tal Stanley Kubrick adaptou um romance de Lionel White intitulado Clean Break, chamando-lhe The Killing ou Um Roubo no Hipódromo em Português. Conseguiu atrair bastante atenção com uma história sobre a posição de cada pessoa à volta de uma corrida de cavalos, as dívidas e dinheiro daí resultante e com um assalto orquestradopor um ex-preso, Johnny Clay, que reúne quatro homens para roubar os lucros de uma corrida no hipódromo.
A estrutura de girar de hora em hora, mostrando o que cada pessoa, desde o bartender até ao apostador, faziam a certa hora é curiosa, repetindo a história de acordo com a perspectiva de cada um dos assaltantes em busca de 2 milhões de doláres.
Não há aqui nem um traço do Kubrick que se iria revelar, no entanto é um filme bastante competente que teria a possibilidade de figurar mais alto numa outra filmografia.
O final, tanto a forma como é filmado como a mensagem, é fantástico.

Um filme do ano passado, The Boy In Striped Pijamas retrata a época contagiante da Segunda Guerra, do lado Alemão (apesar de falado em Inglês). O filho de um soldado que para cumprir dever tem de mudar a família de Berlim para o campo, Bruno ocupa-se a explorar as novas paisagens, ignorando os ensinamentos do professor particular, enquanto filha e o pai se envolvem na luta, mergulhando na luta e no espírito de sacrifício.
A inocência até no título do filme, que é por causa de um rapaz num campo de concentração que Bruno vê numa das explorações é a grande pérola do filme. Ao fazer amizade com o rapaz Judeu, Bruno é ensinado o dever que tem para com a nação em casa, mas aprende o que é a guerra ao conversar com o outro rapaz através da vedação. E que final.

Com todos os toques e trejeitos possíveis dos anos 70, existe um filme chamado Blacula, que como é facilmente decifrável, trata-se de um drácula... urbano... negro. Não é que seja mal realizado, mas é um filme sobre um drácula... urbano... negro, que ao sofrer com a luz do sol, morre de forma inglória, ficando com a pele pastosa, que de seguida se evapora, dando lugar a vermes aos magotes. Há filmes que dificilmente uma pessoa se esquece, e este exemplo de blaxpoitation de 1972 é um exemplo. Não pelos melhores motivos.

Um casal morre num acidente e por isso não tem de se preocupar com nada, apesar de continuarem a ver a vida, inclusive as pessoas que agora ocupam a sua antiga casa. Num mundo agora partilhado com fantasmas, vêem-se rodeados de regras que têm de ler num livro. Beetlejuice promete que consegue livrar-se dos vivos que lhes ocupam a casa e encontram-se então com ele, o que pode ser a solução para o problema deles ao assustar os inquilinos, mas com a sua maneira de ser, revela-se um problema ele próprio. Boa banda sonora do Danny Elfman, mas pena haver apenas cerca de 20 minutos de Beetlejuice, um Michael Keaton notável.

Uma série de raparigas loiras começam a desaparecer e notas misteriosas aparecem a denotar a existência de uma vaga de assassínios. Coincidente com isso, O Inquilino Sinistro muda-se para a mesma casa para onde Daisy, a pedido dos pais amedrontados, regressa.
The Lodger no original, é totalmente silencioso, sem qualquer tipo de som, o que é perturbador, no entanto, nota-se a mestria de um jovem Hitchcock nos planos e no desenvolver interessante de uma história bastante bem trabalhada.

Weeds passa-se numa pequena comunidade da suburbia Americana e mostra a vida de uma mãe que vende droga para sobreviver, depois de o marido ter morrido com um ataque cardíaco. É um bocado como um sonho, ter uma série tão realisticamente obscena, com asneiras, droga aos pacotes, mais asneiras, piadas contra os negros (a familia de dealers é das melhores construções em televisão), Cristão, Judeus e tudo mais.

De Roman Polanski, Fearless Vampire Killers tem cenas e os actores para fazer um grande filme de terror, mas infelizmente é o humor que estraga. As personagens são todas bastante bem desenvolvidas, em especial a principal, professor Abronsius, no entanto há um exagerar na vertente cómica. Pode-se dizer que é um filme único, pois não tenho memória de ver nada similar, exceptuando talvez, a obra de Jeunet e Caro que vem aqui buscar muito da sua excentricidade.

Extraordinary Images Of An Amazing Club é a história visual ao que se designa como maneira do Arsenal, as pessoas que fizeram a história. As imagens são extraordinárias, do melhor clube do mundo (obviamente), que ilustram a paixão e a honra que marcam séculos do clube. Na sua maioria, são todas pré-1960, desde o século XIX. Pode ser visto como uma versão económica do Arsenal Opus.

Agora que aparentemente vai ser filmado outra vez, Dune de David Lynch, a adaptação da história de Frank Herbert, é passado no ano 10.191. Dune/Arrakis é o único planeta que tem uma especiaria vital para renovar a vida e para viajar no espaço, e por isso controlar o futuro. Um bocado paralelismo com o petróleo de hoje em dia. O começo é interessante, mas depois acaba por se tornar uma caricatura de ficção científica, ou então material para pessoas que sonham com naves espaciais. Existem várias semelhanças com Star Wars, mas partindo dessa obra, pode-se dizer que em Dune os dramas familiares e ligações genealógicas têm uma maior importância, existe uma preocupação pela ecologia, e a preocupação com uma entidade superior que eles reconhecem como Deus.
Depois de algumas partes que se parecem como um Médico de Familia misturado com o Ponto de Encontro, deviam ter expandido a ultima parte, quando a história volta a ficar interessante.

De entre vários filmes com o título Angst, o de Zbigniew Rybczynski de 1983 foi banido em quase todo mundo, e percebe-se. Narrado por um psicopata que saiu recentemente da prisão mas que mata a familia para voltar para lá (sendo condenado a perpétua), é perturbador. O psicopata, brilhantemente interpretado por Erwin Leder, vê um prazer em todos os crimes que comete, e ao ver numa taxista traços de uma mulher que abusou dele, recomeça a matança.
A maneira de filmar, Mercedes Benz datados, uma banda sonora cheia de teclados retro não contribuem para o sucesso do filme. Mas pode ser isso também que faz o filme funcionar para alguns espectadores. Não há quase nada de constructivo, a compensar pela depravação. No meio de toda a loucura, há o tal grande papel de Erwin Leder, mas também não são as molduras que fazem grandes pinturas. Sádico.

Dirigido por Cristian Mungiu, 4 Months, 3 Weeks and 2 Days de 2007 tem como cenário a Roménia em 1987. Otilia tem de ajudar a colega de quarto Gabriela (daí o título do filme, apesar de não se recordar, ela está com 4 meses, 3 semanas e 2 dias). Não é o primeiro filme Romeno que vejo nos últimos tempos que me deixa surpreendido, pois fiquei com boa impressão dos outros. É francamente bom, com excepção, porventura, do final um bocado insípido. Talvez o toque Europeu. Não é por acaso que foi premiado com a Palma de Ouro. Desde a caracterização, aos cenários, diálogos e actores, tudo muito competente.

De 2006, Kidulthood tem lugar em Londres, sendo uma espécie de Skins sobre violência, uma celebração da estupidez em vez de comportamentos juvenis, como os das séries. Como é óbvio, isto compõe um certo padrão, mas não vejo o interesse artístico de perpetuar o que é lamentável a este ponto, num filme. A banda sonora é composta por vários clássicos de grime, bastante competente, bem como a forma como é filmado, é interessante, a única crítica prende-se mesmo à ausência de um comentário social. Apesar do final previsível, este filme só glorifica e valida comportamentos reprováveis.

A Voz Subterrânea é um livro admirado de Dostoyevsky, apesar do seu reduzido tamanho, quando comparado com outras obras. Dividido em duas partes, mas uma combinação íntegra de miséria e prazer nessa dor, a obscuridade do pensamento só encontra semelhança na auto-comiseração invertida, um orgulho de ter motivos de lamento, a certeza de ser um homem único, que ousa abrir-se ao mundo de forma explanatória mas não reflexiva, dado que ele vê a situação dele como merecida e definitiva. Revisto em formato de memórias, é uma obra circular, e por isso é preciso alguma paciência, recompensada com o regresso à realidade.

De 1995, The Usual Suspects é um filme que, não sendo ignorado (dois Óscares), é injustamente esquecido. Os one liners épicos que os cinco homens na cilada proferem só têm réplicas num Verbal Klint (Kevin Spacey) soberbo. O guião a criar o enredo fictício é uma aposta incomum e inovadora que funciona bem, especialmente com tal final. De nível superior.

Provavelmente o mais influente dos filósofos Espanhóis e certamente dos poucos notáveis que a nação vizinha produziu, José Ortega y Gasset começou por administrar um curso intitulado O Que É a Filosofia?, que ao fim da primeira aula passou a ser dado num teatro. As 150 páginas destas onze lições têm muito material, e o objectivo principal não era tentar definir a filosofia, mas sim analisar partes inclusivas destas.
Este livro, feito a partir das notas do próprio e dos alunos, tem a passagem da oralidade para a escrita, que não é a melhor, pois fica-se com a impressão que as divagações de Ortega & Gasset fluem bastante bem, apesar de algo desconexas em texto. Bastante interessante, ainda assim.

The Typewriter, The Rifle and the Movie Camera é um documentário sobre o realizador Samuel Fuller, uma dessas personagens larger than life. As três partes do título são as divisões da história de vida, começando no passado na imprensa, como rapaz de recados. Ouvir Sam Fuller falar é delicioso, mas ao mesmo tempo, põe de parte todas as brincadeiras quando falar de política. Ou nem por isso.
Para além das descrições de como viveu a Segunda Guerra Mundial, há também diversos admiradores a darem as suas impressões, entre outros, Jim Jarmusch, Martin Scorsese e Quentin Tarantino.

Kant reconhece os falhanços da religião e da metafisica (estudo e teoria das questões do existir) e por isso impõe limites ao conhecimento humano. Depois torna-se num tipo com demasiado tempo livre entre as mãos e consegue escrever dos maiores snoozefests da história.

Estive sem net, mas tenho cerca de 12 updates para fazer. Ando a dormir das 9pm-5am, por isso fiquei com bastante tempo, aliado a não ter net e a ter tido um fim-de-semana de 4 dias. Obrigado por visitarem.
A imagem é cortesia dos sempre interessantes mails do André.

É sempre uma experiência ver um Hitchcok, então seguindo-se a uma série de filmes maus, ainda mais efeito tem. Sabotage, que em Português tem o estranho título À 1 e 45, a hora de um atentado. Londres, a lutar com um apagão e o previsível reboliço que se lhe segue, a premonição algo caricata de um ataque, serve de cenário a um dono de um cinema que vive uma vida dupla. De 1936, vive da dupla personalidade de cada pessoa, filha/amante, empresário/bombista, apaixonado/agente secreto. O tratamento de imagem não é dos melhores, no entanto, o trabalho com sombras e partes específicas do corpo, é de génio. Mr. Verloc, o dono do cinema, e a personagem de Sylvia Sydney, são encantadoras. Quanto ao filme, obviamente há pouco a apontar no meio do fascínio. Os detalhes de 1.45 ser a hora a que "os pássaros cantam," a bomba explodir, e o filme da Disney a ser projectado no ecrã ser com pássaros, bem como a loja são alguns a que Hitchcock habituou as audiências, tal como a negritude do filme, com uma morte infantil.. Como curiosidade, a morada da loja de pássaros, 465 Liverpool Road, é muito próxima de minha casa. Esqueci-me de reparar o que ocupa esse número actualmente.

Nadine Gordimer, prémio Nobel de 1991 escreveu um livro chamado Um Capricho da Natureza sobre uma jovem Judia que nasceu na África do Sul, passado em África. Mal de mim se tivesse tempo para perder nestas 400 páginas, dito isto.

Uma entrevista a este artista incrível.

Dos criadores de Appleseed, de que já tinha falado aqui, foi lançado Vexille em 2007. É uma espécie de filme de acção animado, com fortes directivas políticas. Em termos gráficos, é incrível quão longe chegou a animação, é cristalino, uma dimensão entre a realidade e o desenho. As tenções entre o Japão e os EUA pautam a relação entre os personagens, o que ao longo de duas horas, pode ser um bocado demais, mas suporta-se bem.

O meu interesse por William Randolph Hearst, surgiu por causa do filme de Orson Welles, Citizen Kane. Por ficar a reconhecer o nome, sempre procurei saber mais sobre ele, e devia ter lido Citizen Hearst mais cedo.
Hearst nasceu milionáio, filho de um pai imberbe que ao recuperar a fortuna nas minas, tornou-se senador, e com uma mãe que o tratava como um génio, protegendo-o. Ao ir para Harvard, não gosta da experiência e compra um jornal da São Francisco nativa, o Examiner. O resto, como se diz, é história, e Hearst, uma das mais influentes pessoas no rumo desta, com as suas opiniões a chegarem a milhões através do império de jornais, tentou o cargo de governador de Nova Iorque com todas as suas capacidades, uma forma de mais tarde chegar à presidência, mas não conseguiu. Pelo caminho usou os três partidos, primeiro o democrata, seguido pelo Republicano e depois pela Liga Independente. O envolvimento na guerra com a Alemanha e intervenções nas questões Cubana e Mexicana são episódios onde ele marcou posição e fez com que as suas publicações o seguissem em uníssono.
O maior capitulo, 'O Candidato' tem demasiados detalhes, no entanto esta obra com quase 700 páginas em pocket book com letra pequena (o que será um'A Montanha Mágica ou Ulysses) consegue prender qualquer um. O trabalho de pesquisa de W.A. Swanberg é colossal e a quantidade de factos amealhados sobre uma só pessoa é incrível.
As iniciativas no cinema e a colossal mansão de San Simeon, tornaram-no numa lenda de Hollywood, onde era conhecido como um anfitrião afável, longe da reputação que granjeava junto da imprensa, ou do público em geral, que passou a odiar a sua prepotência e ganância. Para um homem que fez tanta coisa, o grande mistério é a sua personalidade, que dada a impresivilidade, poucos conheciam.
O livro, para além de relatar uma vida fantástica, tem interesse até em termos narrativos, pois é uma forma de contar grande parte do século XX.
No Amazon é possível comprar o livro por 0.01$, e recomendo mesmo.

Nascido no gueto Judaico de Praga, Kafka era ainda assim alienado, com uma herança que ele não expunha, mas era intrínseca, nomeadamente na auto-crítica e na subserviência para com os mais velhos, neste caso, o pai. Os temas centrais da obra são a punição, culpa e poder.
O livro de David Zane Mairowitz é um resumo bastante bom tanto das obras como da biografia algo escondida do Checo, e nesta série Introducing, esta é a que tem as minhas ilustrações favoritas, do artista Robert Crum, demonstrado com os desenhos/resumos superiores de O Julgamento, O Capital e Colónia Penal.

O meu nível de matemática ficou-se preso pelo 10o ano, depois daí é tudo um grande mistério para mim. No entanto, e talvez por nunca me ter sentido confortável com exames de matemática, sempre foi motivo de fascínio, e acho que é a grande criação da inteligência humana, a linguagem para a ciência e tecnologia. Introducing Mathematics explica muita coisa, desde a fundação, até à modernidade. Pelo que li, há algumas omissões apontadas por outras pessoas, mas em termos gráficos, é decente.
Algumas curiosidades são os sistemas primários como o dos Yoruba (sistema de vintes, ainda hoje usado pelos Franceses) ou o Babilónio, de sessenta, cujos 360 graus, 60 segundos e 60 minutos são herdeiros, ou que apesar dos numerais árabes estarem em uso por todos nós, o 0 é invençao indiana.
Com o Renascimento, a matemática Europeia, com George Berkeley, Leibniz ou Bertrand Russel envolvidos, vem um capítulo que pelas ligações filosóficas, teve bastante interesse. Ao contrário daquele da trignometria, onde senti alguma (clássica) sonolência, como nos velhos tempos.

O que há de bom, vendo Ghostbusters de Ivan Reitman com o "chapéu de 2009"? O valor nostálgico (e o tema do genérico continua a ser bom). Quando saiu, em 1984, tinha de bom Bill Murray, a capacidade de revelar um caçador de fantasmas em cada bairro e o tema do genérico.
O filme nem tem muitas cenas com fantasmas, como eu me lembrava, e ver Bill Murray a ir para a cama com um fantasma, não era o que eu queria ver.
Os efeitos finais são péssimos, e aquele espirito camaradagem tirado às tartarugas ninja é igualmente mau.
Não sei se cheguei a dizer que adoro a música do Ghostbusters.

Uma entrevista de vida a David Hockney bastante interessante. Não sendo apreciador da obra dele, a história é atraente o suficiente.