Street Thief de 2006 é Kaspar Carr, sobre ladrões profissionais. O estilo documental, mas ficcional é das piores ideias de sempre. Bastante chato e sem desenvolvimentos.
21:54 |
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A primeira incursão de Hype Williams (famoso pelos videoclips como realizador de uma longa metragem,
Belly tinha em Nas e DMX as personagens principais e o atractivo do filme. Depois de subirem na vida em assaltos, intrusões em casa, confusões com mulheres diferentes, tráfico de droga, o previsível, ambos resolvem mudar de caminho. Um quer mudar-se para África, outro decide juntar-se à Nação do Islão. Os ângulos de câmera são uma tentativa de inovar, sendo algo de muito genial ou muito mal feito. Quanto ao desenvolvimento, é bastante fraco, acaba tudo aos tiros, como expectável.
21:49 |
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No seguimento da tradição Americana dos reality shows, Mob Wives é um óptimo e é um péssimo programa. Óptimo para quem gostar de maus programas. Péssimo, porque é isso mesmo. As conjugues de membros da máfia, sejam eles os pais ou maridos encarcerados, vivem uma vida descomplicada, ditada por avanços e recuos nas suas relações. O tipo de educação que tiveram e a maneira como foram ensinadas a falar levam a inúmeros desentendidos entre elas, avanços e recuos, mudanças de opinião relativamente a amigas, e estalos distribuídos a quem recebe abraços também.
21:25 |
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Não sendo apaixonado do género, após a visibilidade que os livros de
Game Of Thrones tiveram, resolvi dar uma chance à série, e confesso que as expectativas foram defraudadas. A trama assenta na luta pelo poder num reino fantasioso onde membros de famílias nobres têm ainda de conter avanços vindos de paragens estrangeiras. Nada de novo, portanto, mas também Rome e Tudors não o eram, e na minha humilde opinião eram mais interessantes.
21:18 |
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De acordo com a aclimatização da última década por parte de Tim Burton, uma passagem de alguns mistérios das margens para o assumidamente popular, um filme como
Sombras da Noite é hoje em dia recebido por um público diferente do que se tivesse sido lançado noutro período do realizador. Daí, que seja algo acomodado, correndo poucos riscos, o que não descura o seu valor intrínseco, principalmente manifestado no lado cómico da história adaptada na série de televisão que durou cinco anos a partir de 1966. Barnabas Collins, Johnny Depp, é um vampiro que ficou duzentos anos preso por não obedecer ao chamamentos de Angelique Bouchard, Eva Green, que com Michelle Pfeiffer fecha um trio de actuações fantásticas. De regresso ao mundo, Barnabas vê a mansão ocupada pelos descendentes incapazes de sustentar os custos na vila que a sua família fundou e decide reavivar o negócio da exploração do peixe. Entre eles, a população e a sua antiga paixão/cruz, muito se desenvolve, ainda que não plena e conclusivamente.
No geral, não se vai tornar no filme mais admirado de Burton, mas é bastante divertido e com um estilo visual que podemos tomar como garantido, mas que é delicioso.
06:16 |
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American Modern reúne o trabalho de três fotógrafos icónicos da América a preto-e-branco, reúnidos para uma exposição e aqui catalogados. Berenice Abbot, Margaret Bourke-White e Walk Evans fixaram os anos 30 em imagens para a posteridade num estilo documental, tendo em comum o gosto pelos edifícios e as vidas dos mais carenciados. Esta edição muito bem apresentada tem ainda um forte enquadramento histórico proveniente dos textos auxiliares.
05:27 |
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Não sendo o maior conhecedor da música dos Rolling Stones,
Life, a celebrada biografia do guitarrista Keith Richards incentiva o leitor a descobrir mais. Se o ponto de venda do livro é o 'choque' que Richards provocou durante décadas pelo estilo de vida de sexo, drogas e rock n' roll, para a minha geração isso é já um dado adquirido, ainda que ele seja mais homem de família nas duas últimas décadas do que aquilo que o mito diz ser. Bem escrito (obviamente com um ghostwritter), segue a ordem cronológica desde o seu nascimento em Inglaterra, até ao regime de concertos actual que leva o circo dos Rolling Stones a estádios. O mais interessante para mim é o período inicial de deslumbramento com o blues e o jazz, em que tentam montar uma banda de tributo aos cantores Americanos que apreciavam, no entanto vários episódios com drogas, a sua relação com Mick Jagger, os exílios pela Europa e América, os acidentes e as alegrias, mantém o interesse do leitor ao longo do livro.
04:00 |
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Baseado n'A Singular Vida de
Albert Nobbs' do Irlandês George Moore, também passado nessa ilha, o filme remete para o duelo interior e com o exterior de um mordomo que trabalha num hotel de Dublin, enganando toda a gente quanto ao seu sexo, excepto uma pintora de interiores, que faz um pequeno trabalho no hotel e afinal sofre das mesmas dúvidas e na mesma condição. Nobbs, tenta endireitar a vida indo atrás de uma jovem criada (Mia Wasikowska muito fraquinha), que está grávida de um jovem que pretende ir para a América. Hubert, o pintor de interiores (brilhante Janet McTeer) tem a vida que Nobbs ambiciona, no entanto a febre tifóide leva-lhe a companheira da relação perfeita, bem como muita gente na cidade. Nobbs (Glenn Close, papel de uma vida, se bem que pedia um filme superior), tem sonhos, mas isso parece ser sempre interrompido por alguma de circunstância ou presente há décadas. A postura impecável e correcta que mantém no trabalho não lhe alveja nenhuma sorte, deixando a jovem criada já com um filho à mercê da caridade de Hubert, que recebe trabalho por causa de uma herança que lhe é querida.
01:19 |
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Com um foco especial em cada edição, a McSeeney's começou em 1998 como um jornal literário, sendo hoje em dia uma editora célebre pelo aspecto visual das suas edições.
Art Of McSweeney's é um livro de mesa que recorda as inovações que eles tentam incutir em cada edição, com o fundador Dave Eggers à cabeça. Muitas entrevistas com colaboradores, alguns deles de renome, e uma grande lição de bom gosto nestas páginas.
01:02 |
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Tal como o nome indica,
Another Book About Promotion & Sales Material reúne trabalhos de Stefan Sagmeister nesta área. Inicialmente concebido como catálogo para uma exposição desses trabalhos num ambiente de galeria, a popularidade do designer gráfico justificou a aposta, onde brilham os cartazes de promoção, técnicas de composição e comportamento dos consumidores. Apesar de não ser editado por ele, mas por um antigo interno, o livro é bom e não repete conteúdos de livros anteriores.
00:55 |
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Dos editores da revista Popular Mechanics,
The Wonderful Future That Never Was
é um livro para os apreciadores do retro-futurismo, onde carros voadores, naves sem motor e outras idealizações não-realizadas como sinais em balões ilustram as cidades do futuro, num livro esteticamente muito bonito, que funciona como uma espécie de história das previsões muito optimistas.
00:47 |
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Baseado no livro de Camilo Castelo Branco,
Mistérios de Lisboa foi o canto do cisne de Raul Ruiz em 2010. Nele, João dizia-se que era filho do padre (curiosamente, outro escritor Português viria a igualar isto na vida real), e não tinha férias nem prendas. O pai está morto e a mãe vive com outro homem, e o criado deles vai visitá-lo ao lar e revela-lhe que a mãe nunca se esquece dele. O padre entrega-lhe uma carta da mãe, que conta a história de como ela teve de abdicar do filho. Eles reencontram-se e ele evita menções ao pai para não magoar a mãe, que vê no suicídio uma solução para resolver o passado. Afinal ele chama-se Pedro da Silva e é mesmo filho de um matrimónio ilegítimo.
Seguindo uma condessa, um homem de negócios e Pedro da Silva, passa-se na altura de D. Pedro, num clima de guerra, por vários países da Europa e no Brasil, numa história da fidalguia Portuguesa à época.
A fotografia é muito bonita, bem como os cenários e o guarda-roupa, o filme tem planos belíssimos, mas as interpretações são algo inconsequentes. Pena parecerem esquecer-se da banda sonora durante o filme, que é excessivamente grande, em que a segunda parte é quase toda em Francês por algum motivo.
17:00 |
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Sempre com Cindy Sherman na composição,
The Complete Untitled Film Stills reúne 69 fotografias a preto e branco, feitas nos últimos três anos da década de 70. São posições femininas inspiradas pelo cinema, que refletem a influência do cinema em nós e das nossas aspirações à pose e ao cinemático. Sherman começou esta série com 23 anos e os resultados ficaram com ela ao longo dos anos. É desafiante, mas recompensante.
05:42 |
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Por ocasião do quinto aniversário da devastação do furacão Katrina, Richard Misrach publicou
Destroy This Memory, em que registou fotograficamente as marcas nas paredes de New Orleans pós-Katrina, onde a spray se marcavam o número de mortos, prestavam homenagens ou se diziam que assaltantes iam ser abatidos a tiro. Sem pessoas, só destroços, uma beleza trágica e algum humor ainda assim. As fotografias foram tiradas por uma câmera de bolso de 4 megapixeis entre Outubro e Dezembro de 2005.
05:27 |
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Não sendo capaz de seguir programas de televisão dada a necessidade de estar em frente ao monitor a determinada hora, isso não quer dizer que não os veja depois ao meu ritmo. Com muitas semelhanças, ambos estes programas são acerca de lojas de penhores. No caso de
Hardcore Pawn, em Detroit. As histórias aparentam ser reais, mas é tudo escrito, o que é pena, tornando-se algo repetitivo, mas o motivo que eu considero este melhor do que o seguinte deve-se aos clientes. Em quase todos os episódios, o pior de Detroit vem ao de cima e há sempre algum espectáculo lastimável para observarmos ou um objecto excêntrico que aparece na loja. Claro que isto torna-se quase intolerável devido a uma agonizante linha de enredo que opõe os dois irmãos e herdeiros da loja. No entanto o pai, os seguranças e os outros empregados claramente justificam o sacrifício, e claro, a tragi-comédia que são os clientes.
Por seu lado,
Pawn Stars foi o formato original e assenta também na repetição exaustiva do mesmo conceito, ainda que neste caso, com diferenças. Não há lutas, não há muitos objectos estranhos, e eles têm o irritante hábito de avaliar peças em frente ao cliente, acabando por comprar sempre acima do que o cliente pede, o que é um modelo de negócio estranho para uma loja de penhores. O programa centra-se unicamente no avô, no pai que gere a loja, no filho e no seu melhor amigo, Chum-Lee, um perfeito idiota. Compram muitas coisas para arranjar, e recebem muitos objectos de qualidade superior ao programa rival, nomeadamente aqueles ligados à história Americana, com real valor.
04:53 |
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Do ano transacto, do baixista e vocalista dos Motorhead,
Lemmy The Movie, mais do que para os admiradores, é um bom documentário para o próprio ver. Começa por aparecer a jogar na consola e a fazer batatas fritas, mas rapidamente muda para a indumentária de estrela do rock, onde pululam os fãs que o adoram e o circo mediático em seu redor, onde aparecem várias pessoas a acrescentar à lenda dele, com episódios relatados por amigos como Dave Grohl, bem como o filho e os que lhe conhecem a rotina quando longe dos palcos.
01:28 |
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A cultura das celebridades pelas revistas Americanas leva a que o actor de Vince da série Entourage, a quem acontece o mesmo na vida real e na série, comece a seguir um rapaz que toda a gente conhece como
Teenage Paparazzo. Os paparazzi não pedem permissão para tirar fotografias ao contrário das pessoas que lhe pedem o mesmo, e numa dessas ocasiões, há um rapaz que lhe está a tirar fotografias. Tem 13 anos e chama-se Austin. Cresceu em Hollywood com uma mãe que o apoia e ele é o ponto de partida para se ver a maneira de os outros paparazzi se movimentarem. Algumas celebridades dão dicas aos paparazzi, mas os principais motores são seguranças, empregados de discotecas, que passam a ver Adrien regularmente com os paparazzis, e depois a falar com os editores que compram as fotografias para tentar compreender a dinâmica por trás deste negócio que os envolvidos reconhecem como fútil. A psicologia por trás da adoração das pessoas pela fama, o uso dos primeiros nomes das celebridades que leva as pessoas a sentirem-se parte de algo, por já não explorarem as suas próprias amizades são pontos interessantes, no entanto, Austin começa a tornar-se uma celebridade à medida que surgem reportagens, e as pessoas o reconhecem. Estuda em casa e não convive com crianças saudáveis o que o torna numa criança horrível, que persegue pessoas. O papel de Adrien é de louvar pois, tal como o pai, tenta interessá-lo com fotojornalismo, mas a mentalidade de Austin já estava alterada. Tanto que com a fama que Austin conquistou, já não tinha tempo nem paciência para Adrien, a celebridade. Tal como este nota, já existem mais pessoas a filmar e a fotografar Austin, no entanto, está toda a gente a fotografar-se e nada a acontecer. E a personalidade de Austin torna-se cada vez mais vazia, mesquinha e desprezível. Felizmente acaba em bom tom, um ano depois.
01:28 |
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Em
Up In Smoke, dupla de hippies amante de drogas leves Cheech and Chong vai-se encontrando com várias personagens enquanto buscam por erva. Tem piada, mas é preciso estar num certo estado mental para o apreciar devidamente.
01:21 |
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De 15, 20 e 25 minutos respectivamente, os filmes de João Salaviza foram editados conjuntamente.
Arena é o quarto de um rapaz em prisão domiciliária que faz tatuagens em si próprio para passar o tempo. É assaltado e espancado por uns miúdos insatisfeitos com o trabalho que fez num deles. As cenas em que ele os reencontra são filmadas em ângulos muito bons, de vistoso efeito e o melhor e mais cativante.
Cerro Negro é sobre imigrantes, o pai na prisão e a mãe a trabalhar até de manhã, a criança a crescer sozinha enquanto a mãe visita a prisão, também sozinha. Vê-se a solidão em cada um, à vez, com o pai a sofrer dentro das grades.
Rafa tem a mãe na polícia e vai de mota para Lisboa durante a madrugada para a ir buscar à prisão depois de ela ter espatifado o carro do namorado. Apesar de ser feito com mais meios e experiência, achei o mais desinteressantes dos
Três.
São curtas, o que a mim não me diz muito, mas bem feitas. Como temas agregadores: situações de precariedade em bairros sociais, os jovens homens com condicionantes à liberdade e actores com bons desempenhos.
23:46 |
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Sendo um admirador confesso de Sacha Baron-Cohen, até pela oposição da sua personagem real e em cena, aguardava
O Ditador desde as primeiras imagens que apareceram, com as devidas expectativas. No primeiro filme com guião desde Ali-G, sem as situações provocadas dos filmes anteriores, que tentavam levar até ao limite a expectativa da reacção dos intervenientes de acordo com as situações em que eram postos, este é um bom filme de comédia para a era moderna. Não se possa dizer que é realmente inteligente, no campo de uns Irmãos Marx ou Buster Keaton, mas é físico, e funciona. Sem ser nenhum portento, é um valor seguro.
17:18 |
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No bairro Geylang em Singapura onde bordéis e locais de culto convivem no mesmo espaço urbano, várias histórias confluem num misto de documentário e ficção.
Pleasure Factory de 2007, realizado por Ekachai Uekrongtham, apesar da inovação de destacar temas como a prostituição e relações homossexuais, pouco comuns no cinema asiático, é bastante entediante, com latentes quebras de ritmo. A última cena é bonita, no entanto.
17:11 |
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O registo da exposição de Paulo Nozolino em 2005 em Serralves,
Far Cry, vem com dois textos de anexo e uma bibliografia do fotógrafo, que se cinge ao preto e branco, com tudo muito sombria e apesar dos detalhes, pouco contraste. Tiradas por todo o mundo em diferentes espaços públicos, o livro reúne diferentes períodos do seu trabalho.
05:38 |
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Esta entrada era para algo mais pessoal. O meu livro
Slaughter/Memória está agora disponível juntamente com um livro de fotografia e duas zines de oferta na loja em
organicanagram.com/
Recentemente também escrevi a minha primeira capa para uma revista nacional. Agora estou ocupado com outros projectos, mas em breve vou voltar a escrever algo mais sério.
Queria pedir uma coisa aos leitores deste blog. Se tiverem a possibilidade de me arranjar algo sério relativamente a workshops, conferências, aparições, Q&As, o que quer que seja, peçam-me o CV e vamos tentar facilitar algo. Tudo o que esteja relacionado com arte, design (posso enviar o que for preciso sobre os temas em que me especializo), literatura, falar sobre a minha marca, sobre o que escrevo, eu estou disponível, qualquer que seja a audiência, desde crianças a precisarem de ser motivadas a grupos de estudantes superiores. O email é anagramorganic [at] gmail.com, por isso é só entrarem em contacto. Qualquer outro tipo de proposta que envolva escrever, também agradeço!

Por fim, quem quiser aparecer no dia 18 de Maio na Faculdade de Belas Artes do Porto, vai haver uma Feira da Publicação Independente, e uma das bancas vai ser das Organic Anagram Industries.
16:00 |
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Com mais de uma década em cima,
On The Way To Work é um livro fundamental para compreender o entrevistado, Damien Hirst, e o negócio/conceito da arte contemporânea no novo milénio. Sempre desconheci da existência deste livro de entrevistas de Gordon Burn ao artista Inglês, mas após folheá-lo, e surpreendido por um preço irrisório, percebi que era algo que me ia entreter. E é esse o elemento central destas doze entrevistas. Se os conceitos de morte e decadência são o que mais facilmente extravasa das obras de Hirst, a sua aproximação teórica assenta na diversão e numa jovial disposição para encarar os números que lhe surgem embutidos. A personalidade de Hirst leva a que de tempos a tempos se deixe assomar pela necessidade de chocar e ofender, ainda assim, depois de ler os seus argumentos ao longo de um livro tão extenso, que cobre vários anos da sua ascensão (1992 a 2000), é difícil não querer acreditar nas ideias que ele vende. E há o querer, e é inegável que o controlo que ele exerce sobre o mercado se destina ao processo de venda. Mas isso é assumido, e nesse objectivo sincero há tanta beleza poética como há vida nas suas obras como
A Thousand Years ou
Away From The Flock. A vida esteve lá, os títulos são magníficos, e o que os nossos olhos vêm (neste caso, lêem), inspiram o leitor e levam-no a olhar para si e a crer fazer melhor.
Alguns dos temas são a admiração de Hirst por Francis Bacon, as suas exposições colectivas iniciais, o crescer em Leeds, a fama e dinheiro, Charles Saatchi e artistas da sua época. Há várias contradições, mas a forma destemida como se entrega a cada explicação é impressionante, e o melhor são mesmo as suas opiniões sobre a arte que ele próprio faz. Lê-lo a falar sobre as Dot Paintings só pode fazer o leitor acreditar que sim, aquilo é efectivamente uma fórmula soberba que merece ser continuamente explorada. E é nessa venda de ideias que se acaba de ler um livro cuidado, com uma apresentação fantástica, pronta a figurar em galerias e museus de todo o mundo, com a sensação que esse é um dos objectos mais pessoais, com que se pode dialogar.
16:30 |
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Escrito a partir do contacto de um professor de economia com o mercado da arte, principalmente das feiras e dos leilões,
The $12 Million Stuffed Shark parte de uma posição humilde em questionar muitos dos negócios de quadros, esculturas e instalações que se fazem no mercado de arte moderna. Por vezes falta alguma fluidez ao texto, mas o raciocínio é perceptível ao longo dos diferentes capítulos em que Don Thompson relata mitos das salas de leilões, passa informação sobre vendas entre-portas e explora os meandros dos negócios das galerias, agentes e artistas. Há uma vertente de economia, há outra de psicologia, mas no meio de tantos comportamentos que não parecem ter nexo, mesmo o leitor mais afastado da arte, consegue perceber o desejo e sentimento que algumas obras de arte exprimem, ao ponto de fazer os coleccionadores gastar sucessivamente mais dinheiro no mesmo artista. O principal conceito, é o de criação de uma marca que venda, seja o nome do artista, seja um valor acrescentado a um quadro por ser vendido por determinada leiloeira, por ser perseguido por algum museu, ou por já ter pertencido a algum coleccionador, prova que no meio de todo o abstraccionismo, são as relações humanas o que ainda mais importa.
Thompson deixa-se fascinar por muitos dos mitos que abundam na arte moderna, no entanto, o livro contém bastante informação, e eu recomendava-o, ainda que com alguma cautela no seu todo, a quem se interesse pelos números por trás do mercado secundário de arte.
15:30 |
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Art & Sole, para além de um título muito bom, dá o nome a um projecto muito interessante, que explora um cruzamento dos ténis e da arte sobre a qual é difícil encontrar informação concreta. Esta edição de bolso mantém o conteúdo do original de 2008, totalmente desenhado e arranjado pela Intercity, onde em 240 páginas se destacam principalmente as colaborações das marcas de ténis com artistas, mas também outros elementos como a influência destes no trabalho de alguns artistas contemporâneos. Tudo bem montado, óptimas imagens e bons textos, em suma, essencial para qualquer biblioteca sobre streetwear ou arte contemporânea.
15:30 |
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No seguimento
destes dois livros, mas com melhor apresentação,
Be The Worst You Can Be tem Charles Saatchi a responder a várias dezenas de perguntas enviadas por leitores. Confesso que para mim é uma relação de amor-ódio. Não pelos motivos habituais que a personalidade dele desperta, mas porque acredito que ele realmente consegue ser inteligente e engraçado, mas convence-se a si próprio que por vezes é demasiado trabalhoso fazer algo. As perguntas vão desde as informações sobre arte e a personalidade dele, até questões abstractas que procuram uma resposta filosófica, mas raramente a encontram. De uma figura realmente especial, mas inconstante, o que é pena.
15:00 |
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Nunca escrevo aqui sobre revistas, no entanto este número da Germânica Mono Kultur dedicado a
Chris Ware é mais entre o folheto e a monografia do que uma revista. Excelente apresentação, incluindo a maneira como é desdobrável, diferentes extractos do trabalho do cartoonista ao longo dos anos e uma entrevista por Urs Bellermann. É absolutamente digno do primor das edições do próprio Chris Ware, e só isso atesta a qualidade do producto final.
15:00 |
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Lançado em 2011,
Being Elmo A Puppeteer's Journey é sobre a personagem dos marretas e o homem por trás dele actualmente, Kevin Clash. O trajecto da vida dele levou-o a um trabalho para o qual é difícil alguém preparar-se, no entanto, no caso de Clash, parece natural ter sido esse o seu destino.
A mistura de raças dos habitantes na Rua Sésamo e o encanto das personagens maravilhou-o e ele começou a fazer as suas próprias marionetas. O espectador aprende sobre a manufactura dos bonecos, os exercícios para preparar os movimentos, as audições e testemunha o sucesso do boneco do Elmo. Kevin conhece presidentes, tem de lidar com a morte do criador dos Marretas e continuar com o resto da equipa a representar o seu legado. É uma história bonita, com um transmissor à altura, de dedicação a uma obsessão de criança.
14:40 |
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Na era do presidente Bush, um trapaceiro que chegou muito perto dos governantes mais altos da América, pode ser um exemplo exótico ou um exemplo do que o sistema permite. O acesso à influência depende de dinheiro, e Jack Abramoff, que nasceu em 1959 e converteu-se ao Judaismo como rebelião aos pais, conseguiu-o. O espectador vê o percurso de Jack nas diversas associações políticas desde os tempos da universidade, até se tornar no que os colegas definem como um lobbyista. A aventura de
Casino Jack And The United States of Money não se restringe ao país, pois ele produziu um filme, envolveu-se na questão Angolana com Savimbi, fábricas nas ilhas Marianas com empregados presos por contratos e senadores Americanos a irem lá pagos para verem que não havia nada, os casinos dos Índios,
limites das campanhas deles e dos amigos, os restaurantes que geria em que continuava a fazer política, entre outras coisas. O fim, é incrivelmente justo. Acabaram por ir todos presos com penas curtas, e o documentário, apesar de bem realizado, não tem um bom desenvolvimento da história, é mais uma exposição de factos que outra coisa.
14:30 |
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Como todos os livros que se dedicam a analisar um tema tão largo como os autocolantes de marcas de skate ao longo de décadas,
Skateboard Stickers tem alguma informação útil, e contraria as expectativas dos leitores que procuram ali uma validação ao seu próprio conhecimento, e só vêm as falhas. No entanto, o livro de Mark Munson e Steve Cardwell tem, ao longo de 140 páginas, muitos estilos cobertos, movimentos, algumas colecções particulares, histórias sobre quem estava por trás das ideias e claro, muitas imagens.
14:30 |
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Primeira vez em muitos, muitos anos, que vi uma sala de cinema cheia. Movidos pelo valor nostálgico mas com as devidas distâncias, o que se buscava era entretenimento, e foi isso que se conseguiu com
American Pie: Reunion. Podia dizer que era bastante mau, mas se fosse diferente do que é, não era tão bom.
05:42 |
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I Hate, subtítulo
The Art of Tod Bratrud reúne um conjunto de ilustrações do artista responsável por algumas das tábuas mais icónicas de marcas de skate como Consolidated, Flip, Enjoi ou Creature. É num formato conciso, muito bem apresentado, e com poucas palavras, e imagens de muito boa resolução. Mais um a acrescentar a quem construa uma biblioteca de livros de skate.
03:21 |
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Já
tinha visto este filme, sem lhe dedicar a devida atenção. Uma experiência algo exagerada traduziu-se numa nova apreciação por
Enter The Void de Gaspar Noé. Se a temática só me causa repugnação, acho que acertei na combinação ideal para o poder apreciar: a melhor companhia, e a testar os limites da tolerância, vê-lo num cinema depois da meia-noite e depois de ver outro filme longo. Não é algo que planeie repetir (tirando a companhia, claro), mas é uma experiência que me vai ficar para sempre marcada. Desde o já referido genérico, até ao arrastar das cenas finais, é realmente uma obra única.
03:16 |
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Do Britânico Steve McQueen,
Shame é sobre a relação de Brandon (Michael Fassbender, óptimo) com as mulheres, que ele vê como objecto, incluíndo a irmã (Carey Mulligan). Vivendo na ambiguidade de ser vítima ou o agressor, a sua posição no mundo está indefinida, sendo ele quem mais sofre com isso. Estéticamente é muito bem conseguido, a nível de argumento a referência óbvia é American Psycho, e se é um filme muito explícito, deve-o à entrega de Fassbender, aos silêncios e à cidade.
03:02 |
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