Cinquenta posters, cada um melhor que o outro, fica um exemplo.

Dois novos posters para Organic Anagram.

Este mostra onde diversas bandas foram buscar o artwork para os albuns.

Mas que bem que fala.

Lancei mais um album como Organic Anagram. O press release está na editora em Português e em Inglês. Como pode ser visto no myspace, o download directo com todas as faixas e artowrk é feito neste link.
Há quem diga muito bem dele. Eu vejo isso sempre com muita suspeição.

O meu flickr também sofreu alguns acrescentos. Pena não dar para mais de 100mb por mês, agora que voltei a ter tudo operacional.
Obrigado pelo interesse.

Ser Danny Boyles, um Inglês, a relatar esta história é estranho. Muito de acordo com a tradição Indiana do destino e do acaso, Slumdog Millionaire é realmente um blockbuster notável. Existe uma dosagem da acção, que flui entre o passado e o presente com flashbacks, e que depois segue para o final da história, que dá Jamal Malik como vencedor de um concurso de trivia na televisão. Os guettos de Mumbai, onde a história começa têm uma cor soberba, e especial destaque deve ser dado à actuação dos actores que fazem de crianças, com grandes desempenhos, bem como à sonoplastia e banda sonora.
Por detrás de todas as injustiças e violência está uma história de amor, talvez a única ligação com Bollywood, que até poupou as clássicas cenas de dança.

The Chumscrubber é um filme ingrato. De um elenco de adultos soberbo (Ralph Fiennes, Glenn Close entre outros), tão imersos nos seus problemas, que nem se apercebem da própria vida que levam, há a incapacidade para lidar com os filhos adolescentes do subúrbio, que só buscam um pouco de compreensão. A dose de alienação que lhes é servida leva-os a cometerem actos sem sentido, e naquele ambiente de subúrbios, se este filme fosse realizado por David Lynch, seria admirado e considerado uma obra prima. A história é a seguinte: um adolescente que vendia drogas enforcou-se, e por isso o melhor amigo tem a cadeia alimentar à perna, então eles tentam raptar o irmão do melhor melhor amigo, mas ficam com outro miúdo por engano, tendo depois de se livrar dele. Suficientes mudanças vão fazer os papéis alterarem-se, num filme bastante excitante.

Forrest Gump definiu uma geração alienada, que cresceu obcecada pela cultura pop e os movimentos reaccionários a isso, na América redneck. O que fascina é a polaridade do filme, a facilidade com que muda de um filme acerca da vida pacata numa cidade Americana, para uma história de amor, para a guerra do Vietname. No fundo é a história de um homem (Tom Hanks) de bom coração que perdeu tudo mas era feliz na sua inocência.

Há momentos de The Machinist em que o filme parece perder-se, mas no final acaba por fazer sentido, juntas todas as peças, e as alucinações de Trevor (Christian Bale) compreendidas. O tom industrial do filme, cinzento metálico reflecte o aspecto cadavérico de Bale, que não dorme à mais de um ano e tem o hábito de ir todos os dias ao aeroporto. A interpretação de Bale é fantástica, sendo a personagem acusada moralmente de um colega de emprego perder a mão e a ter de viver com vários fantasmas.

Desde que tomei conhecimento desta via mais racional da criação que sempre me fascinou, mas só agora tive oportunidade de ler A Origem das Espécies de Charles Darwin. A forma como é escrito oferece sugestões que Darwin defende sobre tudo, no entanto não se vê como uma versão definitiva, deixando espaço para novas descobertas. É escrito duma forma muito visual e vai buscar exemplos concretos para partir para o grande plano das coisas. A selecção natural, comemora agora 150 anos, uma boa altura para ler esta obra essencial do pensamento Ocidental.

No primeiro filme que realizou, João César Monteiro, ainda a assinar como João César Santos, tentou dar imagem à poesia de Sophia de Mello Breyner, estando, obviamente, o mar muito presente. Apesar de ser de 1969, era já um exercício de nostalgia, bastante suave, a contrastar com alguns apontamentos mais pesados e o semblante carregado de poetisa. Uma homenagem contida, muito sóbria.

Uma adaptação da novela gráfica Ghost World, o filme conserva o humor leftist das publicações do género, intrusivo, faz um uso genial do silêncio num mundo muito peculiar, onde ser um outsider é ser superior e motivo de orgulho. Steve Buscemi e Scarlett Johansson é uma união divina num ecrã, mas a verdadeira dupla é Enid e Rebecca, saídas da escola, que ora actuam em equipa ora se odeiam por Enid decidir levar uma partida a Seymour (Buscemi), um fanático de discos, longe demais, envolvendo-se com ele.
Uma das melhores comédias.

Rebecca: This is so bad it's almost good.
Enid: This is so bad it's gone past good and back to bad again.

Um amigo meu chamado Theo começou um blog muito interessante, que disponibiliza musica relativamente dificil de arranjar. Metal, hardcore e dubstep devem aparecer por lá regularmente. Começa também com uma entrevista minha, o que é um prazer, dado ser quem é.
O design do blog apetece trincar.

Em 2006 depois de uma tour que percorreu todo o mundo, os Sigur Rós voltaram à Islândia natal para efectuarem uma série de concertos em localizações remotas. As paisagens são assombrosas, principalmente numa das ultimas musicas onde o musgo típico da Islândia reflete o céu azul que se estende para o mar com a montanha nevada por trás. Surpreende também a cordialidade e a subtileza do público que assiste a estas actuações tão pessoais das musicas com um genuíno interesse nos olhos. Em Heima, a terra pára e a vida sustém-se.
Pode ser visto aqui o trailer.

De Três em Pipa são as primeiras 100 páginas de um livro de Céline, Casse Pipe, o terceiro romance escrito, abandonado devido à sua fuga para a Alemanha. O pequeno volume, é como uma taça. Dentro dela existe uma mistura putrefacta de sangue nasal, vómito, urina, ofensas múltiplas e desonra. No entanto a taça é de ouro, embutida com um requintado ornamento que sobressairia numa montra em saldos.
O registo exaltado, exuberante, é um vicio. Os insultos proferidos contra os recrutas são algo entre o Capitão Haddock e o Sgt. Hartman de Kubrick.
Uma nota para Aníbal Fernandes, ainda que com uma interessante nota introdutória, creio que complica a narrativa com a sua tradução ao tornar o texto menos acessível.

Mean Streets de 1973 tinha tudo para ser um filme icónico. A crueza da vida de rua rompe com toda a fantasia dos 60s e o chamamento divino acaba por ser o que traz alguma realidade aquelas vidas boémias.
A maneira de filmar de Scorcese, tentando recriar as histórias da comunidade Italiana com que crescera em Nova Iorque é carregada de realismo e com o humor agressivo, principalmente de Robert de Niro, aqui no primeiro filme com Scorcese e especialmente corrosivo, uma bomba prestes a espalhar o caos em todas as direcções, que pode ter toda a sua personalidade definida nesta cena.
Não sendo apreciador dos filmes mais mencionados dele, como Goodfellas, Taxi Driver ou Casino, Mean Streets saltou lá para cima mesmo.

Tabu (Gohatto no original) de Nagisa Oshima conta a história de dois aspirantes a samurai, Okita e Kano. O filme tem uma boa cadência, uma frieza superficial que dissimula as relações entre os guerreiros e mantém o público na expectativa. O começo é hesitante, mas desenvolve bem a passagem de um filme de guerreiras para a história homossexual que revela.

Trazendo ao publico 15 anos de trabalho, Dumb Luck - The Art Of Gary Baseman contém todas as criaturas que o definem, as que escapam à confusão do mundo ao serem sádicas com um sorriso pueril, em pequenas narrativas do absurdo, que encontra a felicidade na miséria.
Em termos técnicos pode parecer infantil, mas existe um grande cuidado no traço e na cor, acentuado nas ilustrações, onde as capacidades de Baseman se ampliam, dando uma dimensão aumentada às críticas sociais.
Contém desde pinturas que foram exibidas a ilustrações para revistas, sketches do programa de TV dele para a Disney, entre outras coisas.

Tendo sido uma oferta duma oferta, surpreendi-me pela alta qualidade de Diários de Viagem - Desenhos do Quotidiano, que ou ainda não foi lançado ou não teve a distribuição merecida, dado que não reparei neste livro em nenhuma loja.
Eduardo Salavisa tem um grande ponto a favor, é movido pelo desejo de promover uma paixão. Os excertos dos seus cadernos são maravilhosos, tal como o texto introdutório, muito explicativo, cruzando as ideias de consagrados como Le Corbusier com emergentes ilustradores nacionais.
A qualidade do papel, capa e as reproduções fantásticas que ocupam estas quase 300 páginas engrandecem este documento a guardar. Sendo a maioria arquitectos, professores e ilustradores, acaba por ser quase natural o elevadíssimo nível das páginas mostradas, arte que a maioria dos entrevistas leva muito a sério. Entre traços de caneta e borras de café que se desenvolvem para composições extraordinárias, a incursão de alguns pelas aguarelas, dá origem a obras de arte repletas de cor e força.

Como membro destes "marginais" que carregam sempre um bloco para escrever, é uma honra ver uma publicação deste livro, em Português, feito em Portugal. Alguém trate de disponibilizar Diários de Viagem nos museus de todo o mundo e livrarias especializadas.

Vale a pena consultar o blog do autor e este global.
Dubliners é uma colecção de histórias de James Joyce, quando ele já tinha deixado a Irlanda para viajar e se radicar em Paris.
Mais acessível comparando com as obras que se seguiriam, estas histórias, ainda assim, rompem com uma literatura mais acessível, sendo difícil descortinar um fio condutor que não um ambiente comum a todas as histórias, sendo as suas personagens e locais, díspares. A forma como todas acabam, num impasse, de modo a salvaguardar uma sensação etérea, quase sempre com a morte em parêntesis. A forma é extremamente inventiva, podendo ser lidas aqui o significado de cada história, desenvolvido sem emoção alguma.
Apesar das ligações, estas histórias valem (muito) por elas próprias, numa representação dúbia da sociedade de Dublin. É possível lê-las aqui.

Já agora, na recentemente lançada Biblioteca Digital do Instituto Camões é possível fazer o download d'Os Lusíadas para o iPod, como notas. Ainda muito incompleta, mas já se encontram alguns bons textos no arquivo.

Uma viagem ao interior da relação entre Katherine e Alexander, enquanto eles saem de Inglaterra para ir vender uma terra que ficou de herança na Itália profunda. Esta Viagem em Itália de Rossellini parece proporcionar uma boa oportunidade para o casal se conhecer ao fim de oito anos de casamento, mas as fissuras só alargam à medida que cada um se apercebe de como o outro se movimenta nos circuitos sociais. No fim, acabam por entregar a eternidade depois de um desencontro numa multidão.
Apesar do original ser rodado em Inglês (pelas nacionalidades e por ser um casal de turistas), é uma falsa genuinidade que se alcança com a versão falada em Italiano, com o som em melhores condições, sendo por isso preferível.
Ingrid Bergman e George Sanders enchem o ecran, mesmo quando se distanciam um do outro. O retrato da cidade a partir do interior do carro de Katherine é uma prova do encanto de Rossellini.

Parece que foi ontem.
Já agora, fica também um ilustrador, Zach Johnsen.

Até que podia distribuir talento.


O Testamento do Dr Mabuse de Fritz Lang é agora distribuido numa versão muito bem restaurada. Apesar de filmado na década de 30, só na de 50 é que foi projectado. Detalhes como a explosão inicial, o assassínio no meio das buzinadelas do semáfora e os efeitos de velocidade da fuga final dão um toque característico ao filme, que tal como o segmento gangster reafirma, são de inspiração Americana. Os detalhes aguentam o filme, que apesar das montagens e efeitos bons, é ligeiramente longo de mais. Talvez uma banda sonora fosse ajudar. Os olhares enlouquecidos, as revelações, exploram as história em várias direcções, com sideplots a desenvolverem-se.
A analogia da prisão também é interessante, tudo gira à volta dela, a de Mabuse é inflingida no próprio corpo, o homem que se suicida, tenta antes prender dentro da casa todos os ocupantes, entre outros exemplos.

Já da fase a cores, mas sempre com o olhar ao Japão tradicional, Kagemusha - A Sombra do Guerreiro de Akira Kurosawa é um épico que precisa de uma paciência épica. São quase três horas num desenrolar lento da história, sobre a troca de um líder, descurando a acção em prol do diálogo. Há planos enormes, com um bom uso de cor, mas que dificilmente carregam a acção num período tão longo. As sombras inferem uma carga portentosa, bem como as sequências de singular beleza e perfeição técnica, no entanto tem várias falhas do ponto de vista de um Ocidental.

Australia não é um mau filme. Nem Hugh Jackman nem Nicole Kidman são maus. A história não é má. Mas falta qualquer coisa. Muita coisa para uma grande história. Primeiro de tudo, uma história. É acerca dos aborígenes e dos crimes que se perpetuaram por séculos? É uma história de amor Hollywoodesca? É a vida dum rapaz que perde a mãe mas ganha outra logo de seguida? Não se percebe.
Soa muito artificial, para um filme que podia aproveitar as paisagens naturais. Os cenários e a montagem parecem tirados do inicio dos anos 90. Algumas passagens e bons conflitos no argumento fazem compensar uma ida ao cinema. Até pela companhia.

A Noiva Estava de Luto, décimo filme de François Truffaut, de 1968 é uma pérola. A sumptuosidade da actriz pricipal (Jeanne Moreau) e forma como a banda sonora é inserida, conferem ao argumento escrito/adaptado para realçar a elegância da femme fatale Julie, uma profundidade que fazem deste um dos grandes filmes Franceses. Depois do início de carreira como crítico de cinema nos Cahiers, Truffaut aprendeu depressa as lições, com os vários falsos arranques como falhanços, no entanto esta história brilhantemente filmada e inteligente, é um filme memorável, com uma cena final a concluir os casos, numa teia engendrada pelo acaso, em que Julie vinga um marido morto no dia do casamento.

A parte inicial de Zeitgeist compara os rituais pagãos com as analogias todas do cristianismo a outros Deuses adorados, é muito interessante, com a sobreposição da Biblia como um documento astrológico. O estilo sensacionalista acaba por ser perdoado, como forma de chegar a um público mais vasto.
Despachados os 1700 anos de cristianismo, segue-se para o 11 de Setembro. Tem piada a envolvência que dão aos relatórios tal como outro filmes fizeram, e da ligação da família Bush aos Bin Laden, dados como responsáveis pelo que eles apelidam de demolição controlada, executada pelos EUA contra os seus cidadãos.
A ultima parte versa na economia e numa explicação para o que se passou em 1929 e em como o Banco Central tem como missão criar dívida e controlar tudo e nas guerras Americanas.
EUA sem dólar? Espero estar cá para ver esse dia.
Pelo fraco alcance, isto não é uma plataforma para eu discutir a veracidade do que aqui é apresentado, mas não duvido que a ideia por trás de tudo isto, é verdadeira.
Dura duas horas e pode ser visto acima.

Vou-me ausentar para o este de Portugal, regime livre para tirar fotografias e passar um tempo sozinho. Fica aqui este artigo sobre as atrocidades dos Japoneses sob as ordens do Imperador, e esta ligação para uma recriação de um fenómeno na Amazónia, enterrar bebés vivos, não vá alguma azar atacar a tribo. Medidas de prevenção que já se aplicavam por cá.

Deparei-me hoje na quase-semanal consulta de blogs que muitos se dedicaram a promover as suas escolhas para este ano, perdidos em considerações sobre as politiquisses duns e a falta de outros, a "ironia deliciosa e bajulante" daquela, o "primor que rege as opiniões do outro".
Que interessante. Ao que parece este blog foi hoje referido na Antena 1. A confirmar-se, obrigado a quem se deu ao trabalho.
Ofereçam-me um contrato para escrever livros em vez desses elogios que não servem para nada. Isto até ao dia em que eu não me chatear como o outro e dedicar a minha existência a Odin.

Bom ano novo. Já sei que vão continuar a fazer da terra um lugar miserável. Humanos, a piada são vocês.

A Patricia nasceu no Rio de Janeiro e já viveu pelo menos em Belmonte, Freixo de Espada à Cinta, Viseu e Porto. Mas fala Português exemplarmente, excepto quando bebe em demasia. É aspirante a designer de moda, vulgo estilista. Lembro-me de a ver aos anos a passar na minha escola, acho que ainda não mudou muito. É incrivelmente envergonhada, o que não é desculpa para o facto de nunca ser capaz de elogiar nada. És uma desgraçada, Couto de Baixo.

Vamos fazer isto agora?

Eiiiish, okay. Será que estou apta para isso? ahaha

Minutos atrás, querias, agora estás a fazer-te de esquisita... Claro, nasceste apta.

Olha que eu sou do piorio. Queria porque estava entretida comm os lacinhos ahahaha ok!

Eu sei que és do piorio e isto "está a gravar".

READY. Ai sim, então começa!

A primeira é simples, contas o que fazes, o que pensas fazer, os teus dilemas juvenis, e etc.

Miguel, queres que te seja sincera? O que é que eu faço? Nada.. e esse têm sido o meu dilema ultimamente (risos). O que penso fazer... hmm aí está uma bela questão... tenho mil e uma ideias..

Já dizias 3 delas, que eu não tenho a noite toda.

Bem.. acho que se tivesses feito isto no autocarro teria tido mais piada (risos)

Alguma me envolve a mim?  Não mintas!

Ao menos a estrada dava-me outra inspiração. A ti? Ora, pois claro, manter a tua amizade. não há ninguém que me ature tantas horas seguidas a dizer tanta coisa sem nexo, acho!

Bela merda. (risos)


Opá, vamos a Bragança?

Que bem que nós estávamos a caminho de Bragança agora...

FEAAAR!!! Seríamos expulsos a mesma! Não viste a cara de alivio das pessoas?

(Isto foi feito depois de uma viagem que nós fizemos de 3 horas e meia de autocarro)

Eu tinha avisado que ia com uma criança carente, mas mesmo assim no fim eles pareceram-me fartos do baile funk e do teu jogo de ancas.


(risos) Se eles tivessem visto o meu jogo de ancas, não ficavam fartos.

Já agora, tens os ossos das ancas bem delineados?

(Risos) Opá tenho ancas, não te chega?

Aposto que tens! Cinco albuns e cinco filmes, Patricia?

Ultra, OK Computer. Moon Safari, N.E.R.D. (risos) e opá ...estou agora aqui a ver, não há um algo ultimamente que me tenha fascinado. Minto... agora que me lembro...

Techno?

Made in The Dark. Não querido, dás lhe tu com o techno, eu sei que gostas, mas lá teres que me impingir e tal, é que não por favor. (risos)

Valeu garota, cinco filmes!

Dificil escolher 5. Shining, Magnolia... hmm Forrest Gump... mítico pa... (Ruun forrest ruuuun), (risos) Lost in translation... Marie Antoinette, entre outros.

Lost In Translation, eu sabia que ainda havia uma ponta de amor dentro de ti.

Obrigada!

Ultima, é a das memórias. Se isto fosse o teu blog, eu contava como me lembro de ti à porta da International House...

Mau...

...e de seres a miúda mais gira

(risos) Obrigada! Mas como se trata do teu blog, qual é a questão?

É contares o que quiseres dos nossos retiros históricos.

Quais? Aquele mítico? Do género... a primeira vez que falo contigo pessoalmente é quando vens ter a porta da minha casa às 5 da manhã? Pois, é o que dá ser a miúda mais gira... tem destas coisas (risos)

É porque foi um incómodo...

Incómodo? Não, apenas não estava acostumada a receber convidados, muito menos aquela hora. Foi há quantos anos? Eras um jovem ainda (risos)

Foi há... alguns anos. Eu sim, é que era jovem.

Já sei! Tinha eu 17 anos! (ok, foi apenas à dois anos)

Não foi nada há dois anos!

Vamos discutir agora?

(Seguiu-se uma discussão de 7 minutos acerca dos anos. Foram 3 ou 4 anos)

Queres ao menos dizer que fomos os dois para o Pestana Palace pagar mais de 15€ por chá?


A SÉRIO? Os pacotes de açúcar custavam quanto? Três euros? Por isso é que não metes açúcar!

Tinha desconto se tivesses ido tocar piano...

Miguel, já sabes que tenho um projecto secreto, por isso ando muito concentrada.

(risos) És mesmo desgraçada.

Não falei do meu projecto, da minha discoteca para alcoólicos...

Nem da nossa banda...

Fogo... (lágrimas)

A Universal continua a reeditar os seus filmes mais lucrativos em caixas de dois discos, edição de coleccionador. A mim, permite-me ver filmes que nunca tinha visto a um preço reduzido. Não sendo o meu género preferido, e por isso negligenciado, tenho andado a recuperar em filmes de acção. Um deles é Jaws de Spielberg, que conta a história a bordo d'A Orca, de três homens que têm como missão eliminar um tubarão branco que atormenta a pacata localidade de Amity.
A adaptação do livro é muito boa, e o crescendo da história, ainda que mantenha a acção como a unica vertente do filme, fizeram deste o maior êxito de cinema à época.
Os extras valem a compra, pois são quase duas horas de curiosidades para os amantes deste filme que afastou uma geração das águas.

Mais um livro para Philip Roth a fechar o ano, O Fantasma Sai de Cena. Até meio do livro, nem um dia passou no tempo, fazem-se uns apontamentos banais à vida que Nathan Zuckerman/Roth leva e sobre o que é a incontinência, que este retirado sofre, e o leva de volta a NY, onze anos depois de a ter abandonado.
As descrições do desfasamento em que o autor vive do mundo real são enfadonhas, no final de contas, todos seguimos a eleições de Bush, por isso é permissivo que não seja muito excitante ler sobre alguém que insiste em repetir que não está a par de nada.
Um dos possíveis erros do livro é a falta de personagens, poucas e com pouco carácter, ainda que por Zuckerman fosse só ele e Jamie.

Com sol em vez de neve, mas também serve.
Cinquenta coisas que não sabíamos o ano passado. E já agora, a última de 3 partes dedicadas a imagens que marcaram o ano.

Quinhentas páginas de humor deviam dar uma dor de barriga terrível, mas o humor aqui contido deve ser daquele subgénero "inteligente", que eu, por ser limitado, não compreendo.
O principal defeito a apontar é mesmo ao assunto. Antologia do Humor Português, subtítulo "Mas só o que saiu em livro e mesmo assim há uns que, se calhar, não deviam estar e outros que não estão e deviam estar. É como em tudo. 1969/2009 Mais ou menos. Enfim, 18 de Abril de 2008, até à hora do almoço, o mais tardar", erradica muito do melhor humor ao começar apenas em 1969. É a escola do cinema a ir toda por aí abaixo (se aqui se retratam fenómenos televisivos, também era justificativo incluir-se a sétima arte, não fossem os anos redutores).
Para além das pérolas perdidas, há um aproximar a Luiz Pacheco e João César Monteiro. Amen.
Cada autor aparece com uma pequena biografia e depois um exemplo do seu "humor", cabendo uma nota à decisão editorial de dar uma página a uns e dez a outros.
No primeiro capitulo muito pouco se aproveita e os excertos apresentados são apenas tiradas de conteúdo politico ou de reprimidos sexuais. Na falta disso, apoliticos e promíscuos vários.
A segunda é ainda mais esquisita. Enaltecem-se alguns blogs (maus), e encontram-se nos organizadores Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos, os únicos admiradores do Inimigo Público.
Ao menos deu para descobrir José Sesinando, hilariante. Pacheco e Monteiro, ámen mais uma vez.

É com prazer que noticio fazer parte da Orgia Literária. O primeiro texto sobre Samuel Beckett pode ser lido aqui.
Não tenho por hábito publicitar aqui o que aparece na imprensa escrita, mas aproveito a ocasião para chamar a atenção para a DIF de Dezembro. Estão dois textos meus lá. E desta vez não me puseram a fotografia ao lado do Fernando Alvim. Felizmente.

Mais um passo para a banda da Brândoa. Os Moonspell lançaram uma caixa intitulada Lusitanian Metal, com dois DVDs e um CD. O CD contém o concerto audio que ocupa a totalidade do primeiro DVD, um concerto na Polónia, sendo o segundo DVD reservado ao baú da banda, percorrendo os últimos 15 anos.
Na fracção mais longa, estão musicas retiradas de concertos em Portugal, na Turquia, Alemanha, entre outros, aliadas à entrevista contida no primeiro DVD, dão conta da dimensão global da banda que no meio da teatralidade do primeiro concerto, esqueceu-se de fazer mais do que ruído. Esse e outros estão incluídos, e no grande plano das coisas, só a partir de 2003 é que os Moonspell começaram a ser capazes de se projectar ao vivo fielmente.
Dada a extensão (cerca de 300 minutos), é uma caixa especialmente para quem segue a banda, tornando-se entediante, mas musicas como Vampiria, Alma Mater, Opium, In And Above Men e Nocturna relembram o porquê de a banda de Fernando Ribeiro e Mike Gaspar andarem a desafiar as probabilidades à tantos anos.

This time we have one of the few living people I admire. And that is to say a lot about the legend, Fenriz. He is one part of a Black Metal outfit known as Darkthrone. Which is probably the rawest, truest band ever. The duo, him and Nocturno Culto have been defying ears for more than 20 years and I had the rare chance to ask Fenriz some questions. As soon as he agreed to do this interview, I told my friend how excited I was, and his answers just show how much this guy rules. Mange respekt. Og ja , I ha blitt innlæring Norsk med hensyn til Darkthrone.

How are you doing this Winter? Is there anything happening in the Darkthrone camp?

JEPSI PEPSI! Last Saturday (13 December 2008) we started to record for our new album. As usual, one of Ted’s (Ted is Nocturno Culto) songs (heavy metal) and one of mine that already came to me in June. My song is a mix of Show No Mercy, Kill Em All, Deathside (Japan 87-90), English Dogs, Misfits, and so on.
Also every album we release, it means I am doing 2-3 months of interviews on my spare time (I never quit my day job, have to have it so I can listen to all the music I get/buy on a discman constantly). In fact, I could easily sit in front of this damn computer the rest of my life, just doing Darkthrone stuff and checking out new bands. Luckily i have time to do all this underground metal work since I basically quit drinking, so my life is back to the 80s underground global metal lifestyle now, but now I have hobbies too - I am a forest man and I lift weights now.


Awesome. Darkthrone will be supporting a WWE wrestler soon as a consequence to that (laughs). Just yesterday I was reading an old interview with Varg where he mentions that 'the trinity of BM' was Burzum, Darkthrone and Immortal. How do you see things in 2008, do you still have an interest in it?


No, that was important back then. Good black metal in the 00s is Faustcoven!

You once referred to Black Metal as "individualism above all and 'unfortunately' a childish self-centeredness", with no sort of rules. What made you guys switch the sound to this new era that started with F.O.A.D.?

What happened was not with FOAD, but since people are visually lead they think so because of the covers. And this goes for the TRINITY they call our releases of A Blaze In The Northern Sky, Under A Funeral Moon and Transilvanian Hunger. These albums have almost nothing in common, but since the album covers were in the same style - people think they hear a resemblance! HAHAHAHAHAHAH it's idiotic but understandable, because humans are like that.
I sometimes like to help the humans… So I will explain: In 2004 Ted said we could buy our own little portable studio, a NECROHELL 2. That was what i wanted since 1988, this situation, so then it was like magic, I was transported back to 1988-GYLVE and I started making the songs I should have done at that time if I had the know-how and balls. My balls had hardly dropped into my nutsack in 88. HAHAHAHAHAH!


Everybody seems to enjoy your videos on youtube when you show your enthusiasm for old metal records, but which ones would you claim as influential for how Darkthrone sound nowadays?


Those bands are all on my influences list on myspace. Also, I could help you above, when I wrote what I think my sound is like on my new song.
I cannot answer for Ted. I don't know his influences, but he's always liked Black Sabbath and sophisticated Heavy Metal. I am very into speed metal, NWOBHM and some style of punk on top of that, these days.
I have around 9000 records and you can say I am influenced by all or nothing, but ok, at gunpoint I have to say I am thinking more about EXCITER heavy metal maniac than Bathory, if I should try to explain my sound these days.
In a recent interview i said future Darkthrone songs from me will sound like ASTA KASK and PUKE at least, with some speed heavy black metal on top. Yeah. But I never make plans, I just recorded my song and I haven't made a new one.
The next song will simply be what it becomes, I refuse to have a "design", a master plan. It's just honest LOVE of old school metal for me!!!



What is the reason for not playing live shows? Is it the fear of not being able to replicate the aura?

I could write not one, but TEN books on why I dislike playing live. Is it hard to understand that not EVERYONE likes it? I mean, not even everyone likes Iron Maiden (as hard as that is to believe!).
I hate travel, I hate waiting, I have enough people in my life, I hate crowd mentality, I hate that live sound sounds nothing like the record, I hate having to trust others (I never will), but most important of all ... ah, let me tell ya: I NEVER DREAMT AS A CHILD TO BE ON A STAGE, MY ONLY WISH WAS TO RECORD ALBUMS. And I made it!

Do you have any favourite release of yours?

Fave releases, not really, I have fave songs and fave PARTS in songs, that works particularly well for me. It is impossible to explain how ones band looks from within, and it is impossible for me to see the outside of Darkthrone (like you all do). "It is the curse of the CREATORSSSS!"
The song we are closest to with our freestyle sound is of course our epic track from 1988, SNOWFALL. We both like that song a lot.

That is an unexpected answer since it was 20 years ago. Do you wake up thinking that the best days for Darkthrone are still to come or you just take it as it comes?


Well, I HAVE to take it as it comes. A normal week is getting around 100 requests, and I say yes to 5 (normally interviews or trades or everything you can think of - we get an UNREAL amount of offers of all kinds. believe me).

Many people really try to plan their bands, and I can't say that that is wrong, it's hard for new bands to find a new ANGLE these days.
But in DARKTHRONE it is a minimum of planning, we are driven by our freshness that comes out of my musical studies "the one who heard the most music wins" and Ted's constant presence, steady as a rock.

Interesting. Last question Fenriz, thank you so much. Do you still think the next thousand years are ours?

Not just ours, but maybe some of the active bands I support:
BOMB STORM, BLIZZARD, HELLREALM, CHEMIKILLER, WHIP, TRENCH HELL, HELLSHOCK, REPELLENT, SPEED TRAP, CAST IRON, RAZOR FIST, SADISTIC INTENT, VULCANO, OBLITERATION, GHOUL CULT, HELLISH CROSSFIRE, BANISHED FORCE, SLOGSTORM, ENSLAVED, BLÜDWÜLF, DEATH BEAST, WAR CRIMES, BASTARDATOR, FAUSTCOVEN, CREEP COLONY, TYRANT, NATTEFROST, CORRUPT, WORLD BURNS TO DEATH, NEKROMANTHEON, ENFORCER, NOCTURNAL, JEX THOTH, DEATHRONER, SONIC RITUAL, MÄNIAC, MORNE, ALPHA CENTAURI, DEMON'S GATE, DOOMED BEAST, RESISTANCE, KARNAX, EVIL ARMY, WITCH, VIRUS, AURA NOIR, ORCUSTUS, LONEWOLF, THE DEVIL'S BLOOD, FARSCAPE, VOMITOR, OLD, DEATHHAMMER, EM RUINAS, ATOMIC ROAR, SALUTE, THE BATALLION, ZEMIAL, GASMASK TERRÖR, EIDOMANTUM, PORTRAIT...
...And don't forget to listen to MANILLA ROAD!!!