Na continuação dos Roths, desta vez é o Todo-o-Mundo. Não é um livro extraordinário por si próprio, mas continua fiel aos assuntos e estilo de Philip Roth (Não encontro a entrevista mais recente ao Observer, mas fica esta ao Guardian), lendo-se facilmente. A morte, presente como sempre, a doença e a velhice de um reformado a tentar voltar a viver, lembrando-se que o seu tempo já passou.
Um post um bocado longo.


Mondrian - De uma série da Taschen a preço bastante acessível, este livro é dedicado a Mondrian. De um traçado original, lançou-se no abstraccionismo e no rigor cientifico dos traços e cores, movendo-se entre Paris e a nativa Amesterdão. As famosas composições podem ser observadas em museus pelo mundo fora.


Fernando Botero, provavelmente o mais famoso pintor Sul Americano, desde os 19 anos conquistou uma audiência dada a versatilidade de estilos presentes na sua pintura, mas com o amadurecimento de um estilo que traça a evolução dos naives, tornou-se mundialmente conhecido. Vale mesmo a pena ver as "aberrações" (em termos ergonómicos das figuras, belíssimas, pois em termos técnicos são fantásticas) que produziu no inicio da carreira.
Mais interessado nos mestres Italianos do que nos movimentos modernos, lançou-se a Madrid e depois Paris e Itália, onde continuou a absorver até partir em direcção ao México, ponto central das artes do continente Americano. Mantendo-se fiel a uma herança latina, Botero tornou-se mundialmente famoso com o trabalho desenvolvido, solitário, em Nova Iorque.
Cenas familiares e clericais tornaram-se a preteridas, sempre exaltando a magnificência da gordura (ainda que Botero diga que não pinta gordos), vista como positiva na cultura latina.



O livro dedicado a Hundertwasser, que não era o nome de baptismo, versa sobretudo na causa naturalista e na descontrução da arquitectura que este Austríaco almejava. Não celebra o pintor, porque verdade seja dita, era bastante desinteressante, mas ainda assim vale a pena ler, especialmente pelas amostras filatélicas e pelo exotismo deste cidadão do mundo.


Como é possível ver pelo que ponho aqui, há tipos de filmes a que eu não dispenso tempo, no entanto como ultimamente mos arranjam, vejo-os enquanto estou ocupado a fazer outras coisas, vou pô-los aqui de vez em quando, sem imagens.

American Pie 2
Quem cresceu durante os anos 90 sabe o que esta série significa. Talvez se venha a tornar numa obra de referência desses tempos. Estou a brincar, serve apenas para descontrair e rir, infelizmente muitos dos estereótipos são reais.

Batman Dark Knight
Não sei se por excesso de publicidade nos media, mas esperava mais da prestação de Heath Ledger. Christian Bale, esse sim, tem uma presença austera, e em termos de efeitos visuais, é irrepreensível.

Transformers
Cresci com os Transformers, mas só aos 50 minutos se vê o primeiro. Podia ser uma história muito diferente dada a tecnologia disponível actualmente.
E já agora, os Transformers é suposto serem portentosos, não escanzelados, mas claro que dá para excitar com a aparição do Starscream.
O mais decepcionante são os clichés, os humanos que estão perante uma grande ameaça, no entanto nenhum morre, a aparição de duas loiras no meio da confusão, a história romântica pelo meio. Deve haver quem se sinta preenchido com isso.
Avenest é um livro de luxo bianual, lançado por artistas nos Estados Unidos. A encadernação e a forma como o produto é apresentado são distintas, vindo com uma capa e posters de oferta. O preço é algo alto, cerca de 30$, mas a edição limitada a 1000 cópias justificam-no. Uma curiosidade no modo de financiar o projecto, os cerca de 30 artistas em cada volume oferecem uma obra para leilão, e com o resultado disso, vêem o trabalho publicado na Avenest, suportando assim os altos custos de edição.
Dada a edição limitada, não é certo que ainda se encontre disponível, no entanto a minha foi enviada pela Deathwish Inc.

Portugal está aqui todo. Não explica, mas aparece todo demonstrado. Apenas dois anos depois do 25 de Abril, Veredas é um filme brilhante e que deve ser visto com o maior interesse pelos Portugueses, principalmente aos meninos da cidade que acha que Portugal vai de Alvalade até Cascais. Genuíno, com um trabalho fantástico com os idosos nas aldeias a repescarem os cantares e ensinamentos populares em takes sem cortes.
Com a mestria das palavras de João César Monteiro, originais ou usadas, mas sempre pensadas, esta é uma obra completa, feita por um míseros 4.000 contos, com que a pequena equipa se congratula no fim do genérico.


Uma revista com periodicidade mensal, a Juxtapoz tem já mais de 7 anos, tendo-se lançado também na edição de livros, com dois já lançados e outros tantos a caminho. Versa-se especialmente em ilustração, mas pintura, tatuagens e lifestyle também têm destaque. Os ilustradores escolhidos são sempre de alto nível, e as entrevistas muito bem feitas.

Uma autêntica enciclopédia, Characters From Tolkien de David Gray surpreende pela qualidade, a que a capa pouco auspicia. Para além de muito bem ilustrada, com centenas de dezenhos, as quase 300 páginas contêm descrições da fauna, flora, raças, locais e o imaginável do universo de J. R. Tolkien, não se cingindo ao Senhor dos Anéis. As descrições são exaustivas e muito bem escritas, com uma profundidade assinalável. Para apaixonados dos livros, ou para quem viu os filmes e quer compreender melhor o mundo criado pelo professor.

Um filme cinzento, Metropolis de Fritz Lang, mas com bastante luminosidade no modo em como retrata as caves onde a população trabalha, subjugados ao poder das máquinas numa sociedade avançada. Para um filme de 1927, os progressos técnicos são incontornáveis, valendo-se de opulentos edifícios e imponentes figuras nas ruas, como cenários. Uma experiência única, sendo uma pena que não faça parte da era do cinema sonora, pois certamente os ambientes iriam ganhar outra dimensão se fossem devidamente musicados.

Um clássico Italiano que retrata o tempo da guerra, e em como diversas facções se insurgem a partir dos ambientes familiares.
Roma, Cidade Aberta de Roberto Rossellini, com argumento de Fellini, tem na última meia hora uma das mais reluzentes do cinema, incluindo a cena da prisão e os devaneios do comandante alcoolizado.
Muito humano, realista, despojado de ficção, remexendo com a justiça.

Um livro com mais de dois mil anos que fez a transposição da cultura chinesa ancestral para os líderes políticos ocidentais da actualidade, The Art of War de Sun-tzu é nesta edição de luxo da Penguin apresentado com os treze capítulos do texto integral, bem como depois repetido, analisado por diversos críticos.
Como é visto como um livro "de vida", que extravasa as lições de guerra, as lições retiradas podem ser muitas, mas ao ler as análises e o texto integral, dá-se conta que a importância é muito relativa, dado que cada um entende o que quiser destes versos. Deve ser lido, ainda assim, pela sua importância histórica e inspiração que concede.

A edição de Setembro da Amelia's Magazine é uma vez mais, muito interessante. Com mais de 300 páginas, o preço de capa de quase 20€ acaba por ser justificado. Em termos estéticos é exemplar, e os conteudos são muito interessantes, tanto as bandas, como os desenhadores de moda. Inclui também uma parte dedicada ao Brasil e várias actividades lá desenvolvidas, e a oferta de uma pen USB com musicas compostas especialmente para esta edição, por todos os artistas entrevistados.

Eis o regresso mais aguardado, desta vez a internacionalizar. A Jara vem do meio das hortas. Conheci-a quando ela era obrigada a trabalhar numa fábrica de cremes, e desde aí tem-se revelado das raparigas mais "boa onda" que existe. Não só leva com todo o tipo de piadas em cima, como ainda responde e ganha. Notável. Costumo dizer que é o melhor que a Bélgica tem, mas penso que já posso estender o elogio a toda a Europa Central. Achei por bem não traduzir, pois não faria sentido.

What have you been doing and what plans do you have for the next weeks?

i've beeeeeeeeeennn.. euhm, working my ass off, mostly. looking out for an apartment in Ghent, cause i don't see myself getting on a train at 6.30 in the morning on a cold winter's day. I hate the thought of that already. my plans, visiting my parents is top priority, haven't seen them for a month now I think. and I start to really miss them, and my home town. aaandddd looking forward to getting tattooed. but I'm scared as hell so I think I'm gonna pass out :')

Five films and albums you recommend

I can understand the Portuguese translation of that question (H) *so cool
movies : Hard candy / un long dimanche du fiançailles / edward scissorhands / amélie poulain / l'enfant. ( i tend to dig french movies)
albums : blink 182-dude ranch; the loved ones-keep your heart; h2o-nothing to prove; belvedere- Twas Hell Said Former Child; aaaannndddd The fall of troy- doppelganger. god that took me a lot of time to think about!

Last but not least, talk about me, or say something that you remember we had?

Let me think!
I remember late night talks when I was still in college in Antwerp,those were the best. (my other profile still says : I enjoy late night talks with miguel.). I love the stuff that you send me, the beanie is my fav! aaannddd I enjoy our plans of going to Paris. we still have to do that btw. paris je t'aime! ; ) AND LAST BUT NOT LEAST :


Já deu para perceber que é a maior, não já?

Kicking A Dead Horse, em cena no Almeida Theatre é um monólogo que ultrapassa a hora, sobre um cavalo que morreu no meio de uma travessia do deserto. Por entre as divagações com ele próprio, Stephen Rea continua a procurar uma maneira de enterrar o cavalo numa cova aberta. Interessante, mas seguramente não pede uma repetição.

Não é assim tão épico, mas é interessante, os mais famosos spots de skate mundial analisados em 3 linhas, acompanhados de duas manobras dadas nos locais. Lê-se em uma hora, e o papel é de grande qualidade. Uma boa adição à livraria.

Um já clássico de Jeunet e Caro, Delicatessen, conta com personagens neuróticas, revelando sempre mais insanidade a cada revirar de olhos. Amam os animais ao ponto de lhes preservarem os restos mortais, e são paranóicos em relação aos vegetarianos, sendo a linha principal um carniceiro que faz disso uma arte.
A fotografia é soberba, em tons quentes e aconchegantes, que nos embalam em sonhos distantes.

Cem dicas para melhorar a vida, também.

Foi aqui manifestada por mim, uma certa surpresa pelo reconhecimento concedido a Godard, no entanto, com o magnífico Bando à Parte, é impossível não tecer elogios. É um filme em homenagem aos anos 40, com dois maltrapilhas que se dedicam a engendrar um plano para um assalto, fazendo uso de Odile, uma jovem que balança entre o desinibido e o envergonhado, soberanamente transposta para o ecrã por Anna Karina, a musa e mulher de Godard. Com os aldrabões a revezarem-se em cena, quem se destaca é mesmo ela, até ao ponto alto do filme, quando todos repetem a coreografia. Brilhantes jogos mentais, com destaque para a cena do quase-minuto de silêncio. O lirismo do texto adaptado, com a sumptuosidade das interpretações, com o papel ambíguo de Franz e Arthur, que ora cedendo ao encantamento de Odile, ora repudiando-o, desafiam a percepção do espectador, desafiando os limites do relacionamento entre eles os dois e com a estudante de línguas, nunca se decifrando quem está do lado de quem. O desenlace racional num filme atípico é a coroa inesperada.

A 360 Design, é uma revista de conceitos e design, oriunda de Hong Kong. Esta edição 16 é quase toda dedicada aos Jogos Olímpicos, com vários mostras de estúdios que colaboraram nos jogos, bem como proposições extra que não chegaram lá, muito interessante. A capa é belíssima, da autoria de Koa, e a revista tem um formato em escada extremamente original.

O Homem tem receio daquilo que é maior do que ele. Quando não sofre com a magnitude do que se lhe apresenta, a estupidez intrínseca pode garantir dissabores. É por isso que não me arrisco a ir mais longe do que dizer que rever O Leão da Estrela(que celebrou o ano passado sessenta anos), é o colosso António Silva numa obra de Arthur Duarte, passeando-se com incrível jovialidade, tudo é magnifico neste filme.


A Lodown, já foi a melhor revista de streetwear e lifestyle da Europa, mas desde 'a dois anos para cá continua a afundar-se em conteúdos desinteressantes. Bandas, filmes, ensaios fotográficos, é tudo muito fraco, infelizmente. Este é o número 62.


Por fim, a Touch Magazine de Hong Kong. Serve quase como um catálogo, com alguns produções fotográficas independentes. A capa é o Nigo da Bape a apresentar a editora Bape Sounds, mas com o texto todo com caracteres chineses, não fiquei a perceber nada para além do título. Com demasiados anúncios, mas as linhas da Visvim e da Neighborhood (Sim, ambos os nomes têm erros, mas é mesmo assim) compensam. Vem também com uma revista mais virada para elas, interessante.

A imagem apresentada não é do número referido, o 691 de 26 de Agosto

Duvido que tenha tido uma edição comercial, pois é um programa de quase três horas gravado pela RTP1 dois anos após a morte de Alfredo Marceneiro (com 91 anos), portanto em 1980. Esta edição em DVD com a capa copiada devia ser amplamente distribuida, para divulgação do maior fadista masculino. Discutem-se os hábitos e características deste mito, como o facto de Alfredo se levantar por volta das nove da noite, e as lições que uma voz que extrapolava o bairro. Julio Isidro, conduz os convidados, ilustres e amigos de Alfredo Marceneiro numa peça muito interessante, obviamente com interlúdios musicais. Depois, começam as entrevistas de arquivo com ele, que requerem muita atenção, um elevado nível de humor aliado a uma popularidade com classe.

A falta de capa (quatro fotografias de Marceneiro), bem como de título devem-se a inexistência dos mesmos na caixa.

Um outro DVD é muito bem dissecado, juntamente com uma biografia aqui.

Foi lançado o catálogo de Outono da Bape, podem ser vistas imagens aqui. Vem com um Baby Milo de oferta, e está bastante bem estruturado, com muitas imagens da nova loja de LA. No entanto, a colecção é francamente má, a pior de sempre. A unica coisa que se aproveita é um crewneck vermelho e a linha para rapariga, o resto ou são coisas antigas, ou muito desinteressantes.

Sandra Bullock e Keanu Reeves? Deve ser um mau filme de carros e barcos. Surpreendentemente, A Casa da Lagoa é um filme romântico muito interessante. Separados por dois anos mas a partilharem o mesmo espaço fisico, a casa da lagoa serve de terminal para cartas e descobertas pessoais, 'a medida que a vida continua a desenvolver-se 'a volta deles. O facto de aceitarem com naturalidade a discrepância temporal confere ânimo ao filme, que podia de modo contrário tornar-se enfadonho.

No mesmo enquadramento d'O Clube dos Poetas Mortos, O Clube do Imperador é uma rendição actualizada muito interessante. A história de um professor da era Romana num colégio interno mistura-se com o carácter de crianças que passam a adultos e em que pouco muda. O filho de um governador destabiliza uma classe ideal, que se mantém unida amiúde a influência negativa de Sedgewick Bell.
Kevin Kline (muito parecido com Robin Williams) é professor Hunbert, que acabar por preterir Bell em relação ao seu colega mais recatado, Blythe, mas também com mais conhecimentos.
Por entre os ensinamentos dos clássicos romanos e gregos, a condição humana de sobrevivência ainda se manifesta, numa obra muito interessante.

Inaugura-se aqui uma nova vertente do blog. Ocasionalmente, vou dar a divulgar amigos meus, e o primeiro é o Marquito/Likido de Viseu, que tem um CD acabado de sair e que pode ser comprando se lhe mandarem uma mensagem aqui. Já o conheço desde os doze ou treze anos, com muitas tardes e noites a andar de skate, e o Marco é das poucas pessoas que tenta fazer alguma coisa por Viseu, encapsulando bem os mesmo sentimentos que eu tenho pela nossa cidade nas musicas que ele produz, canta e grava, sem fundos públicos. Também como skater nunca teve apoios à medida do talento, mas continua sempre o mesmo, após tantos anos. É um orgulho lembrar-me que ainda existem pessoas como ele vindas do mesmo buraco que eu.

O que andas a fazer, em que estás envolvido, que planos tens para os próximos tempos?

Planos para os proximos tempos é continuar a fazer musica produzir para outros artistas. Tenho um projecto a sair agora em Setembro em parceria com o Cienta para a Revolusom com varios mcs de Viseu chamado "Um outro lado de Viseu".

Filmes ou albuns que recomendes?

Filmes - Vanilla Ice, 300, Mentes Brilhantes, E Tudo o Fumo Levou, Eastern Exposure

Musica - Miles Davis, Dr Dre 2000, Mos Def, Dj Shadow Private Press, Passage 4

Lembras-te de algum episódio antigo comigo?

Um épisodio contigo? Lembro-me de [censurado, isso já é mais velho que as portas da Sé ahah e ficou resolvido!], man eu não fiz nada, [...] eh eh, alem disso são skatadas e bons tempos..

Na edição datada de 1 de Setembro da Newsweek, quase totalmente dedicada ao rescaldo do problema da Geórgia, lê-se Sergey Lavror a dizer "este mês, Saakashvili (Presidente Georgiano que ordenou o ataque) escolheu alcançar a sua visão politica através da violência". O que se esqueceu, foi que a Russia andava já a preparar movimentações na área, com a mobilidade de tanques e de um regimento para a Ossétia. A Geórgia, esmagada, vê agora as suas pretensões à NATO sujeitas a nova rejeição, e depois do reconhecimento Russo dos territórios independentes, arrisca-se a arranjar uma guerra sem fim. O próximo problema poderá ser já em 2017, altura em que Crimea, na Ucrânia e com dois terços de população Russa, vê expirada a sua licença para a presença Russa, que o Kremlin já disse não querer perder.
Vem ainda uma biografia de Obama muito concisa e interessante, com opiniões dele próprio acerca da familia e da ausência do pai.
Não perder também a fotogaleria dos Jogos Olímpicos.


High Life (Internationaler Lifestyle Fur Manner) é uma revista Alemã para homens, mas acaba por ficar aquém do luxo que apregoa e torna-se uma revista de carros. De luxo, é certo, mas ainda assim apenas carros. Um homem é feito por mais que rodas.
Excelente apresentação, no entanto.


Por fim, fica a Milk, uma revista de Hong Kong Dividida em duas revistas, traz bastantes designers interessantes, acessórios, reportagens dos JO, bem como ensaios fotográficos muito interessantes. Com os caracteres Cantoneses, vêm também algumas legendas em Inglés, muito util.


Em filmes, A Canção de Lisboa de Cottinelli Telmo, do Portugal bairrista agora desaparecido mas não esquecido. Com interpretações dos mestres António Silva e Beatriz Costa, é reconhecido também como a melhor obra de Vasco Santana, aqui Leitão, um impostor para as suas tias no Norte, que faz uso do seu dinheiro a bel-prazer, indiciando um modo epicurista de viver. Existe uma nova versão no mercado distribuida na Fnac, uma oportunidade para não deixar passar esta obra fundamental do cinema.


Após o documentário Dogtown and Z-Boys de 2001, as atenções de Stacy Peralta voltaram-se para a realização deste filme galardoado, acerca das suas raizes e do grupo de amigos que vivia para o skate e surf. Reis de Dogtown é então a história de Peralta, Jay Adams e Tony Alva numa Califórnia ainda a acordar das tribulações hippie e do inicio das competições de skate e de andar em piscinas vazias, causadas pela seca na Califórnia.


A Huck é uma revista Inglesa que cruza maioritariamente skate com cultura urbana, mas onde há também espaço para snowboard, surf e lifestyle. Neste ultimo número (Vol 03 Edição #11), o tema de capa é o imperdível Scott Bourne, skater Americano sulista radicado em Paris após se desencantar com a pátria. Debruça-se sobre o livro de poemas (limitado a mil cópias) editado pela Carhartt, bem como da sua visão negativista do mundo.
A revista é mesmo muito interessante, e resume-se a pessoas que inspiram, de diversos quadrantes e com projectos de diferentes dimensões.
É possível ainda apanhar o Scott Bourne nestas datas a ler partes do livro de poemas.


Também com direito a uma exposição em Londres está Little People, que também lançou um livro que pode ser adquirido aqui.

Por fim, Richie Jackson. Ver para crer.


Se tiverem muita paciência, este On The Road do Jack Kerouac pode entreter, mas as suas desventuras através da América soam como ouvir musica só com um headphone, a essência está lá, mas falta o outro para amplificar a experiência. Já foi discorrido sobre literatura de viagens neste blog, e há opções bem melhores. A fama não é tudo.
A estrada começa com Nova Iorque, com destino a São Francisco, por paragem por Denver, mas depois com os saltos temporais inconstantes, a narrativa perde-se.

Fica também este artigo do Lil Wayne, 10 memobrable quotes. Tem de ser levado com leviandade, pois em metade do tempo ele não sabe o que diz, mas tem piada.

Toda a gente sabe que Woody Allen filmou Londres tão pessoal como Nova Iorque. Toda a gente sabe que Scarlett Johansson pode ser muito-possivelmente-estão-a-brincar-comigo-claro-que-é o sex symbol para a geração de 90, o que nem toda a gente sabe é que Match Point até é um filme bom. O ténis dissipa-se aos vinte minutos e depois entra-se numas intrigas comedidas e outras mais debochadas, que não é mais do que um tipo taralhoco e desorientado por ter a Scarlett diante dele. E o final? É mesmo o fim.

Serve isto para anunciar uma nova localização para as incursões fotográficas do Anagrama Orgânico. Alojado no Flickr, guardem nos favoritos http://flickr.com/photos/organic_anagram/

Esta mentecapta continua a vender. Dedico-lhe pois uma brevíssima nota.

Ser Margarida. Podia ser Rosa, mas sou Margarida. Fizeram-me Margarida, hoje, queria ser pessoa com maiúscula. Penso que ele escrevia bem, o da Maiúscula. Disseram-me que era bom, provavelmente numa noite de devassidão e descalabro, acostada a uma cabeceira iluminada por um candelabro. Creio que assim foi. Alguém o quis, disseram-me.
Subi a escadaria, o desejo impetuoso de por em tinta as minhas ideias. Mas quem teve a ideia de por as minhas em tinta?
Pensando, hesitante, conjurando fortemente. Puxo de um cigarro, precisava de um forte. Só tenho Suave. Consta que é Português. Empreendido o freguês, impinge-se ao povinho. Pequenino e contido, como se quer, acéfalo mesquinho.
Liga-se o gravador outra vez. Para que o desliguei, questiono-me. Sinto que me estou a repetir. Mas toda a gente sabe que os grandes escritores se repetem. Sou uma grande escritora.

Por hoje fica a revisão de dois filmes alternativos que esburacaram para o mainstream. Sobre Pulp Fiction de Tarantino, nada falta dizer, a parelha Samuel L. Jackson e Travolta entrosa-se como partes opostas da mesma moeda.

Impulsionador de um estilo de vida, The Big Lebownski dos irmãos Cohen é avassalador, a comédia non-sense perfeita. Possivelmente o unico filme onde Steve Buscemi assenta, e isso é dizer muito acerca do nível estratosférico onde o filme se encontra. As linhas memoráveis são incontáveis, e esta dupla, The Dude e o indivíduo com o pior génio de sempre, não tem peso para moeda, sendo contrafacções baratas de notas de um dólar. Com muita classe.


Uma criação semi-biográfica do genial Vincent Gallo que também compõe parte da banda sonora, rodado com um aspecto sujo remetendo para um espaço temporal incerto, em linha com o vaguear desencontrado e constante de Gallo pelo ecran.
Perdido e saído da prisão, Gallo incita o caos por onde passa sem meias-medidas. Algures entre a sátira e o humor, queda-se num espaço muito pessoal, neurótico e desenfreado, impondo-se a todos. Convencido, faz de Christina Ricci o que quer, até na vida real, ao ponto de ela se recusar a trabalhar com ele desde 1998, o lançamento de Buffalo 66.
Para citações memoráveis deste Nova Iorquino, ver aqui.

Coppola é capaz do melhor e do pior, e este Apocalypse Now Redux encontra-se pelo meio. Um capitão enloquecido torna-se o mercenário ideal para acabar com um dissidente a mando do exército. Coppola perde-se no verde das Filipinas que fizeram o Vietname, e se saltarem capítulos, vão reparar que quase todos começam com o mesmo plano facial do capitão. É excessivamente longo, com quase quatro horas nesta versão Redux, e a menos que sejam ex-combatentes nacionalistas Americanos, vai ser muito difícil aguentá-las.

Ok


Começou como um blog Holandês feito pela equipa de designers OK Parking, e agora é uma publicação bi-anual entre o formato livro e revista. A ultima edição, excelentemente apresentada, versa sobre coleccionismo, desde tiras de plástico até gnomos de jardim. Para além de colecções físicas, é também apresentada esta colecção online de desenhos antigos que é simplesmente soberba. Serviço publico.



Fica também uma página histórica para quem se quer sentir um magnata.

Os promotores Don't Panic fizeram uma lista de seis fotógrafos que roçam a pornografia. Não curiosamente, são os maiores nomes da actualidade. Ver aqui.

Toda a gente nascida na década de 80 se lembrará de Eduardo Mãos de Tesoura, só que passadas quase duas décadas (1991), o filme não tem o mesmo impacto. Primeiro, porque os espectadores cresceram (não sendo isso desculpa, vários filmes de criança continuam a impressionar ainda hoje). Segundo, porque Tim Burton já ampliou as emoções e receios espelhados no filme (não anda ele sempre a filmar o mesmo 'a vinte anos?), em obras de maior dimensão. Eduardo Mãos de Tesoura serve apenas pelo exercício de nostalgia, pois em termos de cenários parece excessivamente despido e com o passar dos anos a energia desvaneceu-se como a alma do inventor de Eduardo.

Ficam ainda dois blogs, o primeiro do meu homónimo, que tem o desplante de me dedicar palavras bastante honrosas no ultimo post, ainda está a começar, mas esperem musica e fotografia. O segundo, em que a minha amiga Niesche colabora, um blog para raparigas constantemente actualizado e muito interessante.

Não é o Roma, Cidade Aberta de Rossellini, mas Roma de Federico Fellini. Uma busca pela cidade ao longo dos tempos, um conglomerado de antagonismos, a desordem e a paz, a dicotomia do neo-realismo e o clássico misturados no olhar cinematográfico único de Fellini, entre a rua suja pela poluição automóvel e o homem suado que a lava com uma mangueira, a algazarra e o após só com cães a vaguearem pela rua deserta. Roma é um filme que só sabe ser italiano, nos sorrisos, na gastronomia, nas conversas e risos.

Brincadeira. É mesmo Most Official Bitches. E saiu a nova colecção de Outono.
Só para raparigas, o resto pode ser visto aqui.
Uma das questões que me põem acerca do blog é o motivo de eu não falar de musica, dado ser a área onde tenho mais conhecimentos (e investimentos, risos).
Talvez vá mudar isso nos próximos tempos, mas o principal motivo é mesmo o volume que consumo, pois se vejo um filme de dois em dois dias, por dia oiço vários albuns, e muito poucos me marcam ao ponto de serem dignos de menção.
Este, como tem uma história, nem sempre lhe atribuo a devida importância, mas fica aqui o meu reconhecimento.

Sound of Science - Anthology dos Beastie Boys saiu em 1999, um album duplo com uma capa de cartão. (Posteriormente saiu uma em plástico) Eu ouvi num ponto de escuta e gostei da musica, pois era bem mais energética do que aquilo a que estava habituado. A curiosidade é que eu não passei da primeira musica, mas antes, fiquei insistentemente a puxar para o inicio da primeira, não ouvi mais nada. A musica era a "Beastie Boys". Quem me conhece sabe que anos mais tarde eu iria ser bastante influenciado pelo hardcore, incluindo o Polly Wog Stew Ep dos Beastie Boys. Decidi comprar o album e ouvi em casa, mas fiquei espantado porque o resto do album era um hibrido hip hop, country e rock de N.Y. Fiquei a adorar e a conhecer todas as musicas, e não sendo as minhas referências nem um dos meus grupos favoritos, influenciaram-me bastante e penso que é importante dar uma ouvidela a este Best Of para se compreender a importância destes três ao longo dos anos. Claro que as voltas não se ficaram por aí, pois mesmo já mais velho a descobrir que os Beastie Boys foram influenciados pelos Bad Brains e Black Flag, que eu então idolatrava, vim a saber da afiliação do Mix Master Mike aos Beastie Boys, que foi um dos motivos para eu comprar dois pratos de vinyl e uma mesa de mistura. Mundo pequeno.